Cannes Lions | Entrevista com Mari Albuquerque, diretora Criativa de Grupo da Media.Monks
06 de Junho de 2023

Cannes Lions | Entrevista com Mari Albuquerque, diretora Criativa de Grupo da Media.Monks

Publicitária será jurada na Categoria Industry Craft Lions

Twitter Whatsapp Facebook

O AcontecendoAqui está publicando uma série de entrevistas com os brasileiros selecionados para o corpo de jurados do 70º Festival Internacional de Criatividade que será realizado de 19 a 23 de junho de 2023, na cidade de Cannes, França.

Os 26 jurados foram convidados para esta série. Publicaremos entrevistas individuais com eles. A programação prevê a conclusão na série às vésperas do início do Festival.


Conheça os jurados brasileiros que já compartilharam suas expectativas com a Comunidade AcontecendoAqui

Rodrigo Almeida, diretor Executivo de Criação da AlmapBBDO, que julgará a Categoria Lions Innovation

Gabriela Rodrigues, head de Cultura e Impacto na Soko, que vai julgar a Categoria Creative Strategy

Gian Rocchiccioli, sócio da Pande Design, será jurado na Categoria Designs Lions

Heloísa Santana, presidente da AMPRO – Marketing Promotional Association

Lucas Sfair, diretor da Produtora de Áudio Canja, será jurado de Radio e Audio Lions

Anna Brockesdiretora de Criação na Accenture Song

Sergio Mugnaini, CCO Ogilvy Brasil

Sleyman Khodor, diretor de Criação da VMLY&R.

 

Hoje nossa convidada é Mari Albuquerque, diretora Criativa de Grupo da Media.Monks


Antes de se juntar à Media.Monks, Mari trabalhou na Droga5 de Dublin como redatora, e no Brasil passou por agências como Ogilvy, FCB e Publicis. Em 2020 foi eleita Next Creative Leader pelo One Club of Creativity e em 2022, selecionada pelo See It Be It Latam.

Seus trabalhos já foram reconhecidos pelos principais premiações internacionais e nacionais, como Cannes Lions, One Show, London International Awards, D&AD, El Ojo, CCSP, ICAD, entre outros. Entre seus principais trabalhos estão The Cliché para Heineken, Ricky Brasil para Forbes e Pesquisa do Orgulho para Havaianas.

 

 

Qual é a sensação em fazer parte da equipe de jurados brasileiros do Cannes Lions 2023?

Ganhar leão é passar por um júri criterioso que escolhe os projetos que melhor representam o mundo. É um mérito indescritível. Agora, fazer parte desse seleto grupo de pessoas que aponta o que há de melhor e para onde a indústria deveria andar, é um mérito maior ainda. A ficha ainda não caiu.


Qual é o aprendizado ou troca de experiências que você imagina ter lá com criativos de diversos cantos do mundo?

Cannes representa a excelência global. Em todos os júris que participei até agora eu tive uma troca incrível, mas nenhum ao nível de Cannes. É muito rico trocar diferentes pontos de vista e vivências culturais sobre uma ideia e ver ela sobreviver a muitas levas de eliminação até a escolha do ouro e Grand Prix. Além de profissional, é um aprendizado sobre verdades humanas universais.


O Festival passou por grandes reformulações em tempos recentes, assim como todo o ecossistema da Comunicação. Na sua opinião, qual a relevância do Cannes Lions – como festival – e como articulador maior da comunidade criativa global?

Cannes ainda é muito relevante como articulador do festival de criatividade. Foram essas mudanças e a preocupação do festival de se modernizar que faz com que o Lions continue relevante.


O que você espera ver em termos de campanhas inscritas em todo o Festival e, especialmente, na Categoria que você vai julgar?

Estamos entrando numa era de amadurecimento de A.I. Há alguns anos atrás era text to speech e agora já criamos imagens, conversamos com ele e até fazendo animações e roteiros. Espero ver usos diferentes dessa nova ferramenta que tá cada vez mais ocupando espaço no nosso mercado. Já na minha categoria em especial, eu espero ver jeitos inovadores de trabalhar com mídias mais tradicionais como impresso e OOH.


Pensando além da criatividade, o que você espera ver em termos de conteúdo?

É difícil não esperar criatividade de um festival como Cannes. Mas, eu espero ver mais clientes e pessoas de diferentes segmentos, e também um olhar de business para fazer a nossa indústria crescer.


Como o Brasil deve se posicionar como hub criativo? Na sua opinião, o que é feito aqui tem relevância mundial?

O Brasil sempre exportou criatividade para o mundo inteiro, em qualquer indústria. Nossas referências, nossa forma de pensar, e nossa diversidade é o que faz a gente ser diferente. A gente precisa continuar criando sem medo do conservadorismo. Se é nossa mistura que faz a gente enxergar as possibilidades, então não faz sentido ter uma equipe vindo de um lugar só e ainda se chamar de criativa.


Cite um grande trabalho da sua agência que vai concorrer Cannes neste ano.

Esse ano temos 4 trabalhos concorrendo pelo Brasil. Um deles é a Pesquisa do Orgulho, para Havaianas. Para o terceiro ano da plataforma Pride, que é global, as Havaianas olhou para o que o seu próprio país estava pedindo em 2022: dados para a população LGBT+. Só uma marca que está na casa de todos os brasileiros poderia se juntar com o instituto DataFolha e fazer a maior pesquisa demográfica já feita sobre essa população no Brasil. Pela primeira vez, 15.5 milhões de brasileiros foram identificados como LGBT+, além de muitos dados novos que essa pesquisa trouxe. Hoje ela está sendo usada por outras marcas, ongs, consultorias, e está na câmara legislativa também.

 

O que é mais importante em Cannes? Ganhar um leão, palestras, conhecer pessoas?

Acho que isso depende da sua função e do seu momento de carreira. Hoje, pra mim é ganhar leão e conhecer pessoas. Palestras são importantes, mas não precisam ir necessariamente para Cannes. Mas se a gente olhar bem, o mais importante é quem está julgando. Sem isso, não tem festival, haha.

 

O que não falta na sua bagagem para Cannes?

Como já dizia o Bial, protetor solar.

Publicidade