Cannes Lions | Entrevista com Anna Brockes, diretora de Criação na Accenture Song
26 de Maio de 2023

Cannes Lions | Entrevista com Anna Brockes, diretora de Criação na Accenture Song

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O AcontecendoAqui está publicando uma série de entrevistas com os brasileiros selecionados para o corpo de jurados do 70º Festival Internacional de Criatividade que será realizado de 19 a 23 de junho de 2023, na cidade de Cannes, França.

Os 26 jurados foram convidados para esta série. Publicaremos entrevistas individuais com eles. A programação prevê a conclusão na série às vésperas do início do Festival.

Conheça os jurados brasileiros que já compartilharam suas expectativas com a Comunidade AcontecendoAqui

Rodrigo Almeida, diretor Executivo de Criação da AlmapBBDO, que julgará a Categoria Lions Innovation

Gabriela Rodrigues, head de Cultura e Impacto na Soko, que vai julgar a Categoria Creative Strategy

Gian Rocchiccioli, sócio da Pande Design, será jurado na Categoria Designs Lions

Heloísa Santana, presidente da AMPRO – Marketing Promotional Association

Lucas Sfair, diretor da Produtora de Áudio Canja, será jurado de Radio e Audio Lions

 

Hoje, nossa conversa é com Anna Brockes, diretora de Criação na Accenture Song.



Anna Brockes
é diretora de Criação na Accenture Song, com mais de 25 anos de experiência trabalhando em agências como Ogilvy, Bullet, Lov / Isobar, B/Ferraz e Bold. Ao longo de sua carreira, desenvolveu campanhas para marcas globais e locais, como Unilever, Mondelez, Ambev, Coca-Cola, Intel, Natura, The Body Shop, Makro, Royal Canin, Docol, Gerdau, Philips, Mastercard, PagSeguro, Gerando Falcões, Itaú, XP e Volkswagen, entre outras. Nesse tempo, criou ideias e ajudou a conceituar marcas em campanhas online e offline, live marketing, brand experience, branded contente e branding, o que ajudou a construir sua vasta experiência e fluência em diferentes meios. Além de publicitária, Anna é uma mãe orgulhosa, uma escritora que escreve com o coração e uma psicanalista que acredita que grandes ideias vêm de sentimentos genuínos. Ganhou o primeiro Leão de Promoção do Brasil no Festival de Cannes, com o case iPod no Palito pra Kibon e, em 2021, lançou seu primeiro livro: Maeternidade.

Qual é a sensação em fazer parte da equipe de jurados brasileiros do Cannes Lions 2023?

Poxa, é uma alegria misturada com um orgulho, misturado com um frio na barriga enorme e, claro, um senso de responsabilidade gigante. Tô muito feliz, honrada e empolgada.


Qual é o aprendizado ou troca de experiências que você imagina ter lá com criativos de diversos cantos do mundo?

Nunca fui pra Cannes. Vai ser a minha primeira vez.
Mas imagino que todo mundo que vai pra lá, vai aberto pra aprender, conversar, trocar. E o melhor de tudo isso, de toda essa experiência, é escutar outros pontos de vista, ver o que você não tinha enxergado até então e ouvir as histórias que estão por trás dos trabalhos e das pessoas.
Eu gosto de gente. E acho que estar em um lugar com gente do mundo todo, falando diferentes línguas e culturas, vai ser incrível.


O Festival passou por grandes reformulações em tempos recentes, assim como todo o ecossistema da Comunicação. Na sua opinião, qual a relevância do Cannes Lions – como festival – e como articulador maior da comunidade criativa global?

Em junho, todos os olhares vão estar em Cannes.
Quem não estiver lá ao vivo, vai estar acompanhando as notícias que vêm de lá.
E elas continuam vivas ainda por muito tempo depois que o festival acaba.
Cannes é referência pros outros festivais.
É referência pra quem está criando e incentivo pra quem quer criar.
De um jeito ou de outro, todo o mercado sofre a influência do que acontece em Cannes.


O que você espera ver em termos de campanhas inscritas em todo o Festival e, especialmente, na Categoria que você vai julgar?

Eu espero ver muita ideia com propósito, com verdade.
Ideias que causam impacto na sociedade.
Ideias que você sente que realmente aconteceram, que emocionam.
Espero ver também Inteligência Artificial usada com inteligência.
E não só como meio.
Porque, não importa a tecnologia de cada tempo, o que ficam mesmo são as boas ideias.


Pensando além da criatividade, o que você espera ver em termos de conteúdo?

Quero ver e ouvir mais mulheres. Quero ouvir sobre inclusão, sobre acessibilidade, sobre a diversidade no agora. E sobre sustentabilidade também.
Quero ouvir sobre pessoas.
E, claro, como a criatividade alimenta tudo isso. Porque qualquer mudança, qualquer novo pensamento, qualquer novo passo, não acontece sem que ela esteja presente.


Como o Brasil deve se posicionar como hub criativo? Na sua opinião, o que é feito aqui tem relevância mundial?

Sempre. O Brasil inspira o mundo.
A criatividade brasileira é referência e, não à toa, nossos criativos estão nos representando no mundo todo.
Isso se reflete na quantidade de leões que trazemos todos os anos pra casa. Mas não tem leão, sem enfrentar leão. Sabemos que nosso dia a dia é puxado, difícil, muitas vezes insano. Nossa criatividade vem da nossa capacidade de inventar e nos reinventar. Mas também vem de muito esforço.


Cite um grande trabalho da sua agência que vai concorrer Cannes neste ano.

Para não ficar no eu,eu,eu,eu,eu, vou citar um trabalho incrível dos amigos da Droga5 para o lançamento da 4ª temporada de Stranger Things. Eles aproveitaram a tecnologia da época, o código Morse, pra trazer mensagens secretas no que parecia ser um trailer, envolvendo toda a comunidade nerd. É bom demais.


O que é mais importante em Cannes? Ganhar um leão, palestras, conhecer pessoas?

Todo mundo quer ganhar um leão, não dá pra falar que não. Isso nos dá visibilidade e credibilidade no mercado.
Mas acredito que conhecer pessoas, trocar e ouvir é fundamental para que novos Leões possam vir.


O que não falta na sua bagagem para Cannes?

Curiosidade e coragem.
E na volta, uns diazinhos de férias pra recuperar tudo isso.

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