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Employer Branding | Como usar essa ferramenta para engajar e tranquilizar uma equipe?
08 de Julho de 2022

Employer Branding | Como usar essa ferramenta para engajar e tranquilizar uma equipe?

Nos últimos anos foi possível ver um número crescente de empresas usando tal estratégia

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Nos últimos meses, um movimento de demissões em massas de grandes Startups e empresas “emergentes” tem sido observado, resultado da crise econômica e do risco da falta de retorno nos investimentos, empresas como iFood, Nubank, Kavak, Shopee, Netflix e QuintoAndar, demitiram de 60 até 300 funcionários.

O modelo de negócio dessas marcas, que ficaram muito conhecidas não só no Brasil (em alguns casos), sempre teve como diferencial um forte trabalho de employer branding, ou seja, uma preocupação em atrair e conquistar o público, que nesse caso seriam os colaboradores. Quando comparadas a empresas tradicionais, alguns diferenciais eram gritantes aos olhos dos candidatos, como espaços com vídeo games, lanchinhos à vontade, kit de boas-vindas super diferentes e até piscina de bolinhas. Quando as demissões em grande número ocorrem, junto podem trazer medo e instabilidade na equipe que fica fazendo com que todos os benefícios usados para atrair os profissionais, não sejam tão mais valiosos assim.

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A Employer Branding Research 2021 mostrou que para 77% dos profissionais, no Brasil, é importante estar em uma empresa com desenvolvimento de carreira e com 74% , duas categorias têm empate de importância, salários e bons benefícios e um ambiente agradável para trabalhar, também estão na lista de prioridades para quem está em busca de um empregador. Para que uma empresa possa ter esses atributos, ela precisa de estabilidade e isso se perde quando as demissões acontecem por falta de caixa, por exemplo.

Para o especialista em branding, Galileu Nogueira, esse processo deveria ter mais atenção do que muitas vezes recebe: “Todo o trabalho para conquistar a confiança do time se perde, as pessoas ficam constantemente se perguntando se haverá uma nova leva de demissões, se a empresa irá falir e a insegurança vira a maior constante da rotina profissional. O melhor caminho para evitar uma crise maior, é ser transparente com o time, responder todas às dúvidas e ser sincero sobre o momento atual da empresa”.

Outro problema comum é a empresa prometer além do que pode cumprir e não corrigir isso nem nos momentos mais críticos. O employer branding é uma ferramenta importante em qualquer empresa, mas para que funcione, ela precisa ser desenhada de acordo com o plano de negócio, de forma tangível e alinhada ao propósito da marca.

“As startups recebem, geralmente, um grande aporte para começarem a trabalhar e esse dinheiro precisa ser bem trabalhado, usado com estratégia. Claro que é importante oferecer benefícios diferentes para os colaboradores, mas sem que isso prejudique o caixa da empresa. Os benefícios precisam ser sustentáveis, então é importante revisitar a estratégia de employer branding, principalmente em um momento de crise”, completa Galileu.

Foto:Unsplash

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