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O que eu vi no Gramado Summit 2022 | Parte 3. Final
09 de Abril de 2022

O que eu vi no Gramado Summit 2022 | Parte 3. Final

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Tudo certo pessoal?

Chegamos ao 3º e último post sobre o Gramado Summit 2022. Foi uma experiência muito bacana compartilhar todo esse conteúdo com vocês e torço para que todos estejam tendo bons insights para seus negócios e/ou empresas onde trabalham!
Forte abraço e até a próxima!

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Leonardo Ghidini*

Acesse a parte 1 dessa cobertura  –  Aqui a parte 2

Dia 3 – 08/04
Simone Gasperin (Customer Success – Bpool) – De CMO para FMO; A nova jornada do profissional de marketing
Simone atua como gestora de CS na Bpool, plataforma que intermedia a contratação de serviços de marketing, entrega a curadoria e faz a macrogestão através de uma única homologação. Ela tem no currículo mais de 10 anos de experiência em grandes agencias como DCS, Paim e DM9. Foi sócia da Aerolito, onde trabalhou 3 anos com a questão do futurismo. Antes da Bpool, foi ainda Head de Novos Negócios da No One, empresa focada em estratégia e inovação por meio do Design.
Essa introdução foi importante, pois sua palestra foi justamente jogar todas essas experiências em um liquidificador e ter como resultado final um novo perfil dos gestores de marketing contemporâneos, unindo o melhor destes mundos da comunicação, futuro e design.
Ela começa contestando o velho modelo departamentalizado das agências, com especialistas e grandes estruturas, além da cultura do Full-Spectrum, a saber, tendência a usar classificações antigas para organizar informações novas. Segundo a neurocientista Claudia Feitosa, nosso cérebro e exatamente o mesmo há pelo menos 150 mil anos. Mudou zero!
Assim, ela deixou esse mundo e partiu para a Aerolito, empresa cujo propósito é entender e ajudar as empresas a se prepararem para as mudanças-chave que estão por vir, onde destacou 3 grandes aprendizados;

• Full-Spectrum (já mencionado acima)
• Tecnologia (não e só um meio, ela muda o jogo)
• Re-percepção

Simone investiu mais tempo nesta última, já que a Aerolito desenvolveu um modelo baseado em 3 ondas:
1. O que estão fazendo diferente nos lugares de sempre?
2. Quem está mudando as regras do nosso jogo?
3. O que está acontecendo fora do nosso radar e pode mudar o futuro do nosso mercado?

Segundo Amy Webb, referência mundial no tema, devemos questionar nossas suposições de como os negócios funcionam, se olharmos tendências com mais curiosidade ao invés de imediatamente dizer “não”, veremos novas oportunidades, novos riscos. Precisamos praticar a re-percepção todo dia.

Pra encerrar, deixou apenas 1 recado fundamental; segurança psicológica. Para ilustrar esse tema, ela trouxe um projeto do Google chamado Aristóteles, que buscou mapear, durante anos, quais características constituíam, de fato, bons times. A conclusão desse estudo é que quando estamos com medo, temos um decréscimo em nossas capacidades cognitivas (memória, pensamento analítico, criatividade, etc.).

Ou seja, gestores de comunicação e marketing precisam ser hábeis em construir ambientes psicologicamente seguros para seus times. Segurança psicológica compreende um debate amistoso e respeitoso, mais pessoas diferentes participando ativamente sem medo, inclusive de diferentes níveis hierárquicos.

 

Alan Costa (Produzindo Digital) – Os desafios das micro e pequenas empresas para vender na internet em 2022
Alan e publicitário e CEO da Produzindo Digital, empresa especializada em vendas pela internet. Ele já abre sua palestra com uma notícia importante; as pequenas empresas estão entrando no centro da estratégia da Meta, que visa posicionar suas plataformas (Facebook, Instagram, etc.) como aliadas na divulgação de pequenos negócios.
Porém, ele ressalta que as PMEs devem se preparar para esse salto, elencando 5 principais desafios;
1. O cenário mudou
• 81% das pequenas e médias empresas usaram ferramentas digitais nos últimos 30 dias. Isso porque a pandemia acelerou a digitalização de muitos negócios que estava prevista para os próximos anos. Ou seja, hoje existem “mais peixes no aquário” disputando a comida disponível.
2. Maturidade digital
• Entender que as estratégias de vendas fazem parte de um processo, não são uma aposta lotérica.
3. Estrutura digital
• Capacidade de compreender se as ferramentas digitais (sites, apps, campanhas, etc.) estão de acordo com as exigências atuais.
4. Planejamento financeiro
• “Campanha digital e igual à dieta, se você iniciar e não der continuidade, os resultados não aparecem”
5. Atendimento
• “Num mundo cada vez mais automatizado, o atendimento humanizado é rei”

Hoje, com os recursos on-line, empresas de qualquer porte podem vender pela internet.

 

Francisco Zanetti (Hogarth Worldwide) – Como minha marca pode se apropriar das tecnologias para melhorar jornadas
“Xico” e Head Digital da Hogarth Worldwide, empresa do grupo WPP, focada em soluções de marketing através da tecnologia. Essa palestra foi, de longe, a mais disruptiva que assisti no evento.
De cara ele já traz uma frase do gênio Steve Jobs “você precisa iniciar considerando a experiência do consumidor e depois voltar para a tecnologia, não o contrário”. Em seguida ele entra no conceito de que o mundo é dos Nexialistas, ou seja, todos precisam ser generalistas e especialistas ao mesmo tempo (profissionais & marcas & agências & produtoras & veículos).
Ele destaca que as jornadas do consumidor não podem mais ser quebradas, os conteúdos precisam ser relevantes para atingir o alcance esperado. Como exemplo, ele traz o caso da Starbucks, que abandonou a escrita á caneta dos nomes nos copos dos clientes pelo cupom fiscal impresso grampeado. Toneladas de reclamações e insatisfações na internet, sendo que tempos atrás a empresa havia se vangloriado em adotar um protetor de copo que reduzia a derrubada de árvores.
Em seguida ele traz outro conceito importante, de que vivemos em um cenário de conteúdos fragmentados. O desafio agora e personalizar e escalar conteúdos para cada persona. E esse papel é e será da tecnologia, junto com a criação e dados para produção de conteúdo inteligente.
Para ilustrar essa nova realidade, Xico aborda 6 tecnologias que já estão fazendo a diferença no mercado;

• Addressable Content Prodution
. Uso de automação para criação de peças, utilizando jornadas pré-definidas.

• AI Dubbing & Metahuman

. Escalabilidade em versões, seja para línguas, contextos ou redes diferentes.

• Inteligência Artifical
. Case Volvo; app Volvo Street Configurator (VSC) que identifica um modelo da marca na rua e já permite ao usuário agendar um test drive ou até mesmo comprar o carro pela ferramenta.

• XR
. Experiências imersivas integrando virtual e o real

• Hardware + Software
. Case Leroy Merlin; utilização de scanners de última geração para criação de catálogos de produtos (45% de economia no bolso do cliente)

• Web 3.0
. Blockchain, NFT, Criptomoedas. Descentralização da informação dominada por poucos e grandes players. Redução de intermediários no processo de compra. Mais interatividade e customização.

Seus recados finais foram;
1. “Ser Nexialista“ vai virar um soft skill
2. Planejar uma cultura de conteúdo escalável
3. Explorar tecnologias que conectam conteúdos e melhoram jornadas
4. Ficar de olho na Web 3.0 e entender a maturidade da tua marca para entrar nesse universo na hora certa.

*Leonardo Ghidini é consultor de Empresas na HL Ghidini Consultoria e Sócio Administrador da Liam Alimentos. E colaborador do AcontecendoAqui

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