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Quem “venceu” o Super Bowl da publicidade?
13 de Fevereiro de 2025

Quem “venceu” o Super Bowl da publicidade?

Resultados variam de acordo com a análise e os critérios utilizados

Budweiser, Lay’s, T-Mobile e Nike poderiam todos se considerar vencedores no Super Bowl da publicidade, dependendo de quem você perguntar e o que está sendo mensurado. Essas marcas foram apontadas como vencedoras em diversas análises feitas após o evento.

Sendo reconhecido como uma das maiores ocasiões publicitárias, o Super Bowl conta com marcas que alcançam o maior público ao vivo da TV nos Estados Unidos a cada ano. Então, quando 30 segundos de exibição custam até US$ 8 milhões, se destacar é fundamental para garantir um retorno de investimento, um resultado que pode ser avaliado de várias formas.

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Embora temas semelhantes surjam todos os anos no evento, os resultados indicam a saúde e as ambições da criatividade publicitária nos EUA.

O Ad Meter do USA TODAY, talvez o mais famoso e simples dos rankings de anúncios do Super Bowl, é baseado em uma votação popular (embora não científica):

Budweiser liderou o Ad Meter pela 1ª vez em 10 anos com o comercial “First Delivery”, que contou a história de um potro Clydesdale provando seu valor. O anúncio se apoiou nos ativos icônicos da marca e trouxe de volta o antigo slogan “This Bud’s for You”.

O anúncio de Lay’s, “The Little Farmer”, ficou em 2º lugar, contando uma história emocionante sobre como suas batatas são cultivadas em fazendas familiares. Anheuser-Busch InBev, dona da Budweiser, também conquistou o 3º e 4º lugares com comerciais estrelados por celebridades de Michelob ULTRA e Stella Artois. O top 5 foi encerrado com “Somebody | It Takes All of Us”, uma inspiradora história de mentoria da NFL.

A empresa de testes de anúncios System1 classifica os melhores comerciais do Super Bowl correlacionando as respostas emocionais dos consumidores com o potencial de vendas a longo prazo (usando suas classificações Star Ratings) e a curto prazo (Spike Ratings):

O comercial “Little Farmer” de Lay’s (5,9 estrelas) e o da NFL “Somebody | It Takes All of Us” (5,6 estrelas) foram os dois primeiros para vendas a longo prazo. Em seguida, veio um anúncio da WeatherTech com um tributo às “avós” vivendo suas melhores vidas (5,2 estrelas) e outro da NFL, promovendo o futebol feminino com “Flag 50” (4,9 estrelas).

Assim, o top 5 foi fechado com o comercial “Not so Fast, Not so Furious” da Häagen-Dazs (4,7 estrelas), que trouxe uma versão mais lenta da famosa franquia de filmes “Fast & Furious” e contou com estrelas como Vin Diesel e Michelle Rodriguez.

O anúncio de Lay’s e a campanha “Somebody | It Takes All of Us” da NFL, além do comercial “Knock Out” da Pfizer, marcaram presença em várias listas do Top 10, destacando o poder de trabalhar a emoção.

Por sua vez, o anúncio da Pfizer mostra um garoto imaginando como derrotará o câncer. Foi o 2º ano consecutivo que farmacêutica anunciou no Super Bowl. Embora o setor farmacêutico seja um dos maiores investidores em publicidade nos EUA, historicamente, esteve ausente nesse evento. No entanto, este ano foi uma exceção, com a Novartis, Bayer e a marca de saúde online Him & Hers se juntando à Pfizer.

A empresa de medição EDO rastreia o engajamento on-line — como buscas e visitas aos sites das marcas — logo após a exibição dos anúncios. T-Mobile (1.263 pontos) liderou o ranking com um comercial oferecendo acesso gratuito ao serviço de telefone via satélite até julho.

A Ram Trucks (848 pontos) ficou em 2º lugar, com um anúncio estrelado por Glen Powell, que deu uma nova versão a um conto de fadas em “Drive your own story”. A Liquid Death (804 pontos) estreou no Super Bowl com um comercial irreverente, incentivando os consumidores a beber (água) no trabalho.

A Nike, que voltou ao Super Bowl após 27 anos de ausência, foi o destaque entre um painel de criativos da indústria, com seu comercial defendendo o esporte feminino, protagonizado pela jogadora de basquete Caitlin Clark. A marca recebeu o Super Clio 2025, um prêmio concedido pelo Clio Awards ao comercial mais criativo da temporada.

Este esforço marca o retorno da Nike à construção de equidade após dificuldades de receita, que foram geradas pela mudança de foco para vendas diretas ao consumidor e performance. O anúncio foi elogiado pelos juízes pela sua “sincronia perfeita de ritmo, roteiro e mensagem de força”.

Fonte: WARC

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