Participação dos comerciais do Super Bowl por tom de pele dos atores (pele clara, pele morena, pele escura)
O aumento da presença de atores de pele clara no Super Bowl 59 ocorre em um momento em que muitas empresas estão reduzindo suas políticas de promoção da diversidade, equidade e inclusão (DEI) no local de trabalho. Mesmo assim, especialistas afirmam que as marcas que apresentam pessoas diversas em suas campanhas publicitárias têm mais chances de conquistar a lealdade de espectadores com perfis semelhantes, em comparação com aquelas que não fazem isso.
“Em última análise, abraçar a diversidade na publicidade não é apenas uma questão moral, mas também uma vantagem estratégica para as marcas”, afirmou Anjali Bal, professora associada de marketing da Babson College.
Doug Shabelman, CEO da agência de marketing de celebridades Burns Entertainment, afirmou que o aumento de atores brancos no Super Bowl 59 provavelmente não foi uma decisão consciente dos anunciantes e suas agências parceiras. Em vez disso, pode ser que a diversidade, embora ainda presente, não tenha sido o foco principal. “A história pode ser mais importante do que qualquer outra coisa hoje em dia”, disse.
Ao mesmo tempo, ele acrescentou que as marcas devem pesquisar quem é o melhor ator para transmitir essa história ao público moderno, em vez de depender de velhos preconceitos sobre a população americana. Ainda assim, alguns anunciantes optaram por destacar talentos diversos. A Burns Entertainment trabalhou em diversos comerciais deste ano, incluindo o da Intuit TurboTax estrelado por Issa Rae e os dois comerciais da Fundação para Combater o Antissemitismo com Tom Brady e Snoop Dogg.
Angeli Gianchandani, professora adjunta de marketing e relações públicas da Universidade de Nova York, descreveu a superrepresentação de homens brancos nos comerciais do Super Bowl deste ano como um grande erro. “Ignorar segmentos de consumidores com alto poder de compra—especialmente as audiências negras, hispânicas e asiático-americanas, cujo poder aquisitivo coletivo em breve ultrapassará 5 trilhões de dólares—não é apenas um descuido, é um erro estratégico”, disse ela.
Gianchandani observou que excluir comunidades diversas dos esforços de marketing resulta em menor engajamento, menor favorabilidade à marca e redução da intenção de compra entre esses grupos. “A inclusão não é um favor; é uma estratégia de crescimento”, acrescentou.
Dados do Selig Center for Economic Growth, da Universidade da Geórgia, indicam que, embora os consumidores brancos ainda representem a maioria da renda disponível dos Estados Unidos, o poder aquisitivo entre os grupos diversos está em ascensão.
Consumidores hispânicos, por exemplo, devem controlar 12,1% da renda disponível do país até 2026, contra 7% em 2000.
Fonte: AdWeek

