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Doce Veneno: Campanha traz alerta sobre alimentos ultraprocessados 
21 de Março de 2024

Doce Veneno: Campanha traz alerta sobre alimentos ultraprocessados 

Ação visa incentivar maiores impostos aos produtos associados à morte de 57 mil brasileiros por ano

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A partir da premissa “Impostos salvam vidas”, a ACT Promoção da Saúde, com apoio da Aliança para a Alimentação Saudável, apresenta a nova fase da campanha Doce Veneno, que defende benefícios fiscais para alimentos saudáveis e impostos mais altos sobre ultraprocessados.

Desenvolvida em parceria com a Repense, o lançamento da nova fase da campanha coincide com o início do processo de regulamentação da Reforma Tributária. A proposta, aprovada pelo Congresso no fim do ano passado, propõe a criação de uma tributação diferenciada para produtos nocivos. Agora, quando o texto vem sendo analisado pelo Ministério da Fazenda, chegou o momento de se mobilizar para garantir que a medida atinja os ultraprocessados, assim como o álcool e o tabaco.

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A nova fase da ação é composta por filmes para TV, painéis eletrônicos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, estratégia e conteúdo para redes sociais, podcasts e spots em rádios.

Entre os destaques está um filme protagonizado pelo pediatra Daniel Becker. Diante de uma mãe em dúvida entre atender ou não o apelo do filho para colocar um ultraprocessado no carrinho do supermercado, o médico alerta: “a saúde da sua família está em risco”. Na sequência, Becker faz uma recomendação e um convite aos espectadores: “exija mais impostos para os ultraprocessados e menos impostos para alimentos saudáveis. Acesse já https://doceveneno.org.br/.” No link, há uma petição com mais de 100 mil assinaturas e o público pode enviar mensagens a representantes dos poderes Executivo e Legislativo.

“A campanha faz um alerta para que a população tenha plena consciência do que está em jogo”, comenta Bruno Pimentel, Head de Criação da Repense. “Nosso maior desafio era trazer os temas ultraprocessados e Reforma Tributária, para o cotidiano das pessoas. Para muita gente, parecem assuntos distantes ou complicados, mas quando a gente conecta com o supermercado, todo mundo entende: “isso aí tem a ver com a minha vida”, conta Bruno.

O aumento de imposto como estratégia para redução do consumo e prevenção de  doenças vem sendo recomendado por autoridades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial. Dezenas de países adotam a medida com sucesso – Chile, México, Reino Unido e Portugal, por exemplo. Aqui no Brasil, 94% das pessoas  ouvidas pelo Datafolha apoiam a incidência de alíquotas mais altas para itens  prejudiciais à saúde e ao ambiente.

Os ultraprocessados, fórmulas industrializadas ricas em sódio, gordura, açúcar e aditivos químicos, como refrigerante, suco de caixinha adoçado, salsicha, macarrão instantâneo, biscoito recheado e salgadinho de pacote, entre outras, causam doenças e até mortes. Evidências científicas associam esses produtos a obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, insuficiências renais crônicas, câncer e depressão. Segundo estudo de Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP) e da Fiocruz, 57 mil mortes de brasileiros estão relacionadas ao consumo desses produtos.

Apesar do risco à saúde, a indústria usa brechas presentes na proposta de Reforma Tributária para assegurar privilégios. O projeto deve, portanto, deixar claro que os ultraprocessados não podem ser incluídos na cesta básica de artigos livres de imposto. Da mesma forma, falta o texto proibir qualquer mecanismo que favoreça o consumo desses produtos, como propostas para redução de alíquota ou para incidência de “cashback” sobre a compra.

“O consumo de ultraprocessados constitui grave problema de Saúde Pública. A questão não se resolve com mudanças de hábitos individuais. Precisamos de políticas que favoreçam a alimentação adequada enfrentando a fome com comida de verdade” defende Paula Johns, diretora-executiva da ACT Promoção da Saúde.

Confira:

Ficha Técnica:

Título: Doce Veneno 2024

Anunciante: ACT Promoção da Saúde

Equipe do Anunciante: Daniela Guedes, Tainá de Almeida Costa, Viviane Tavares, Rosa Mattos, Victoria Rabetim
Agência: Repense

Direção de Criação: Aline Leucz
Head de Criação: Bruno Pimentel

Redação: Isabella Proença, Bruno Pimentel

Direção de Arte: Fred Túlio, Rodrigo Strada

Atendimento: Bianca Tenenberg, Vick Magalhães, Priscylla Teixeira

Mídia: Denis D’Anela, Paula Dias, Rosana Colocci
Social Media: Fernanda Villasanti

Motion Design: Fabio Ovelheiro, Juan Mariano

RTVC: Tania Carneiro
Tratamento e fusão de imagens:: Luba

Produtora do filme: TRUST

Direção: Mauricio Olivieri e Thiago Vieira

Direção de Fotografia: Fabricio Menicucci, Bruno Vitorio Tiezzi

Fotógrafo Still: Fábio Gonzales

Direção de Atendimento: Deocleciano Tavares Junior

Atendimento: Carol Oliveira

Produção Executiva: Alex Leonardo

Produção: Sheila da Silva Ribeiro Marin, Marcos Gonçalves Viana, Fabricio Valente

Menicucci
Som: LUA NOVA

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