A vinícola Villa Francioni, localizada no município catarinense de São Joaquim, à 1.260 metros acima do nível do mar, prepara o lançamento de seu novo vinho tinto produzido para homenagear seu fundador, Dilor de Freitas, falecido em 2004. O rótulo será resultado de um corte de 6 uvas e será lançado durante a Gastronomade no mês de setembro próximo, em São Joaquim.
A presidente da empresa, Daniela Freitas, formada em Direito pela Mackenzie, em São Paulo, está à frente dos negócios da Villa Francioni desde 2008, por uma escolha da família, quando passou a dedicar-se ainda mais aos vinhos. Formada em um curso inglês de degustação, faz questão de caminhar pelos parreirais toda vez que vai a São Joaquim. Do plantio à colheita, ela está lá. Durante a terceira Vindima de Altitude, em meados de março deste ano, o AcontecendoAqui visitou a vinícola e conversou com Daniela. Assista ao vídeo:
O patriarca da família
Dilor de Freitas foi o fundador da Cecrisa em Criciúma, em 1966, e seu principal acionista. A Cecrisa por década foi referência no mercado mundial de pisos e azulejos, sendo líder no mercado nacional. Apaixonado por vinhos, decidiu empreender no setor e viajou o mundo inteiro para entender o enoturismo. Viajou para França, Itália, EUA, Chile e Argentina, com um grupo de enólogos, arquitetos e técnicos para projetar a implantação da Vinícola em São Joaquim. “Meu pai queria que seu projeto fosse um exemplo para as demais vinícolas da Região. Ele acreditou no empreendimento a partir de um experimento da Epagri na microvinificação de aqui na Serra Catarinense seria possível produzir vinhos de alta qualidade. Ele fez isso pensando em contribuir para a região e para o desenvolvimento das pessoas, pois a enogastronomia atrairia público de bom poder aquisitivo e isso agregaria muito para a região”, conta Daniela Freitas.
Dilor morreu quatro meses antes de serem comercializados os primeiros vinhos da vinícola Villa Francioni, idealizada em cada detalhe e construída por ele na Serra, em São Joaquim. Cada porta, lustre, mesa e cadeira foram compradas pelo empresário em viagens pelo mundo. “A Vinícola foi construída em 5 níveis para aproveitar a luz natural e fazer uso da gravidade na produção dos vinhos. Usamos muito material de demolição e tivemos muito cuidado com o meio ambiente em cada detalhe durante a construção”, revela a empresária.
Produção
O nome da vinícola foi dado por Dilor Freitas como homenagem à sua Mãe, mantendo vivo o sobrenome materno “Francioni”. A fabricação dos vinhos começou em 2005 e atualmente sua produção anual é de 150 mil garrafas, com 27 rótulos diferentes. As vendas estão distribuídas em 60% de vinhos tintos, 20% do Rose e 20% do branco e espumante. A área plantada é de 26 hectares com 8 uvas tintas a maioria francesas e algumas italianas. O reconhecimento à qualidade da Francioni está nos vários prêmios conquistados por seu rótulos nas mais diversas competições nacionais e internacionais. Recentemente seu Sauvignon Blanc foi premiado na Confraria dos Sommeliers de São Paulo como melhor vinho brasileiro em sua categoria e também pelo colunista Jorge Lucki do jornal Valor Econômico. O Rose já obteve várias premiações pelas mais variadas entidades e sua notoriedade se deu ao ter na cantora Madonna sua maior admiradora por ocasião da turnê brasileira.
