Publicidade
Presidente da BMW diz em Santa Catarina que poderá aumentar a produção visando exportação
28 de Abril de 2016

Presidente da BMW diz em Santa Catarina que poderá aumentar a produção visando exportação

Publicidade
Twitter Whatsapp Facebook

A marca alemá é líder mundial em automóveis de luxo e comemorou no último  dia 7 de março 100 anos de atuação. O BMW Group investe em tecnologias para os carros que mais vende atualmente e também dá atenção especial para a mobilidade do futuro. O novo vice-presidente Sênior do grupo no Brasil e presidente da fabrica de Araquari, Carsten Stöcker, 45 anos, no seu primeiro encontro com a imprensa de SC, ontem, destacou que os investimentos com esse foco incluem o primeiro carro totalmente elétrico do segmento no mundo, o BMW i3, lançado em 2014, e outras iniciativas.

“A prática mostra que uma empresa não pode perder o momento de investir em inovação”, afirmou Stöcker, ao observar que a família controladora do grupo, a Quandt, que detém 51% do capital, prioriza o longo prazo. 

Publicidade

Segundo a jornalista Estela Benetti, do Diário Catarinense, o grupo considera que os motores a combustão e elétricos não serão as únicas alternativas de propulsão. Outras novidades podem surgir. A BMW também desenvolveu um carro para trafegar sem motorista e tem o serviço Drive Now, de uso compartilhado de carros, que faz sucesso em varias cidades. 

Meio ambiente
Além disso, novas tecnologias diferenciam os carros top feitos pelo grupo, que também é dono das marcas Mini, Rolls-Royce e das motos BMW Motorrad. Para se ter ideia, o Serie 7, o automóvel mais luxuoso, tem 13 tecnologias exclusivas. O executivo alertou que, no Brasil, faltam incentivos para carros mais ecológicos, embora um pequeno passo foi dado. O i3 faz mais sucesso nos países nórdicos, onde há apoio público. 
Vale alertar que no Brasil, diante da falta de espaço para carros e da poluição das cidades, os transportes do futuro podem chegar rápido. 

Pais caro e fechado
Embora diplomático, o novo presidente da BMW Araquari, Carsten Stöcker, criticou o custo-Brasil e a falta de acordos de comércio exterior para facilitar as exportações. Em reunião na semana passada com o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, falou sobre as dificuldades para vender lá fora. Além disso, o mercado interno e pequeno. Para se ter ideia, a fabrica da BMW nos EUA produz 400 mil carros por ano e a empresa está construindo uma unidade no México que fará 160 mil carros ano. A do Brasil tem capacidade para 32 mil por ano. Se o país tivesse acordos internacionais, a empresa poderia montar mais aqui e exportar. Aliás, acelerar a inclusão do Brasil no mercado internacional é um dos grandes desafios do governo.

Publicidade
Publicidade