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Petinfluencers: o novo fenômeno das redes sociais
21 de Março de 2025

Petinfluencers: o novo fenômeno das redes sociais

Muitos consumidores já enxergam os influenciadores humanos como pouco genuínos

Se você quer capturar a atenção do público, interromper a rolagem infinita das redes sociais e aumentar o engajamento com uma marca, considere usar um petinfluencer. Um novo estudo revela que animais influenciadores são percebidos como mais autênticos do que influenciadores humanos e, por isso, têm um desempenho melhor em anúncios.

Por que os petinfluencers fazem sucesso?

O estudo analisou o impacto dos petinfluencers em quatro pesquisas diferentes e descobriu que eles podem ser uma resposta ao crescente cansaço dos usuários em relação aos influenciadores tradicionais. Muitos consumidores já enxergam os influenciadores humanos como pouco genuínos, devido a escândalos, opiniões controversas ou a impressão de que estão motivados apenas pelo dinheiro.

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O mercado global de influenciadores mais do que triplicou desde 2020 e deve atingir a marca de US$ 33 bilhões em 2025, segundo dados da Statista. As marcas investem em influenciadores digitais para atingir nichos específicos e fortalecer comunidades online. A confiança que os consumidores depositam nesses criadores de conteúdo muitas vezes se assemelha à que têm em amigos próximos. No entanto, a saturação de postagens patrocinadas tem reduzido essa credibilidade.

Por outro lado, os petinfluencers costumam gerar mais engajamento e custar menos do que influenciadores humanos. Além disso, sua imagem é associada à sinceridade e, claro, ao fator fofura. Um exemplo de sucesso é Nala the Cat, que acumula 4,5 milhões de seguidores no Instagram e tem um império avaliado em mais de US$ 80 milhões, promovendo produtos que vão de ração a jogos para celular.

Principais descobertas do estudo

Maior persuasão: Petinfluencers são percebidos como mais autênticos e confiáveis do que humanos influenciadores.

Melhor desempenho em anúncios: Em uma das pesquisas, um anúncio no Instagram estrelado por um petinfluencer teve 18.224 visualizações, enquanto um com um influenciador humano teve 17.613. Além disso, o custo por engajamento foi significativamente menor para os pets.

Mais impacto nas vendas: Participantes do estudo demonstraram maior interesse em comprar um produto – no caso, um vinho – após verem um petinfluencer promovê-lo, em comparação com um influenciador humano.

A influência da humanização: Pessoas que tendem a atribuir características humanas aos animais são mais suscetíveis ao impacto dos petinfluencers.

Timing importa: Postagens feitas no presente têm mais engajamento do que aquelas que remetem ao passado ou ao futuro distante.

Oportunidade de mercado

Os pesquisadores destacam que os petinfluencers têm potencial para se consolidar como marcas independentes, construindo relacionamentos diretos com seus seguidores, sem depender apenas dos produtos que promovem.

Embora o estudo tenha utilizado petinfluencers fictícios, os autores sugerem que pesquisas futuras incluam influenciadores reais para avaliar melhor a conexão entre eles e seus seguidores. Além disso, analisar a relação entre o tipo de produto promovido e a personalidade do pet pode trazer novos insights sobre o impacto dessas campanhas.

Foto: Pexels

Fonte: WARC

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