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Pesquisa aponta que apenas 32% são consumidores conscientes
19 de Julho de 2016

Pesquisa aponta que apenas 32% são consumidores conscientes

Uma pesquisa recentemente realizada pelo SPC Brasil e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) indica que Um em cada três brasileiros pode ser considerado um consumidor consciente. Antes da compra, ele se preocupa com fatores financeiros e até socioambientais.

No ano passado, somente 21,8% dos brasileiros podiam ser enquadrados nessa categoria. Neste ano, houve uma evolução. Eles já somam 32%. 

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Para definir o perfil dos consumidores, foram considerados diversos indicadores relacionados a aspectos específicos de uma compra, como a preocupação com o saldo de sua conta­corrente e o impacto ambiental.

Um dos indicadores, que observa a habilidade para lidar com os apelos do consumismo e a capacidade de gerenciar as finanças, apresentou evolução.

A decisão de frear o impulso de fazer compras desnecessárias, por exemplo, se tornou um hábito mais comum. Cerca de 83% dizem que, quando sentem vontade de comprar
algo, perguntam a si mesmos se realmente precisam e, caso contrário, deixam de comprar. Em 2015, o resultado foi de 75,3%.

Cheque especial
Houve mudança também na forma como o crédito é encarado. O percentual de consumidores que disseram não recorrer ao cheque especial ou ao limite do cartão de crédito para fechar as contas do mês passou de 77,1% para 84,7% neste ano.

A evolução se deve, basicamente, à recessão. “É uma conscientização na marra. Ele não tem mais margem para gastar, mas também não tem mais acesso a linhas de crédito”, afirma Marcela Kawauti, economista­chefe do SPC Brasil.

No quesito preocupação ambiental, como o consumo de água e luz, o indicador subiu de 71,7% para 72,5%.

Já na avaliação do engajamento social, que observa a disposição de pensar coletivamente, houve um avanço de 68,1% para 70,6%.

Práticas financeiras
“A evolução que a gente teve em relação ao número de pessoas conscientes é bem­vinda, mas a melhora foi em práticas financeiras. A gente pode atribuir à crise, porque a melhora foi mais ligada à questão de dinheiro.”

“Mas falta priorizar o consumo consciente. O item finanças melhorou porque virou prioridade, em um contexto de inflação alta e desemprego elevado”, diz.

A pesquisa entrevistou 600 consumidores em todas as capitais e tem margem de erro de quatro pontos percentuais. Oriundo da Folha de São Paulo com texto de Danielle Brant.

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