Santa Catarina é um estado ímpar para o mercado cervejeiro. Cerca de 10% dos municípios do estado contam com empresas ligadas ao segmento. São 43 microcervejarias em funcionamento e mais 17 entre ciganas (produzidas de maneira terceirizada), brewpubs (bares que produzem a própria bebida) e indústrias em implantação. O estado também tem a primeira entidade que reúne essas empresas: a Associação das Micro Cervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc), fundada há oito anos.
E é orquestrada pela Acasc uma iniciativa que pretende carimbar de vez a diferenciação de Santa Catarina neste segmento: um estilo de cerveja artesanal que homenageie a tradição e a inovação que as marcas locais imprimiram no mercado nacional. Batizado de Catharina Sour, o estilo foi definido em conjunto pelos cervejeiros locais e as premissas técnicas foram debatidas em um workshop, que aconteceu no último sábado (27).
De acordo com Carlo Lapolli, presidente da entidade, o próximo passo é estimular que outras cervejarias façam esse estilo para que ele se consolide. “Já temos algumas marcas que estão produzindo uma cerveja ácida inspirada na berliner weisse, como a Lohn Bier, Cerveja Blumenau, Itajahy e Liffey. Já confirmaram que farão também Kairós, Armada e Königs. Agora queremos estimular novos rótulos”, explicou. “Nossa intenção é fazermos um festival desse estilo em novembro, mês de Santa Catarina”, acrescentou.
