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Já ouviu falar em “Marketing de Nostalgia”?
07 de Junho de 2024

Já ouviu falar em “Marketing de Nostalgia”?

É o que fez o Chelsea Market: mercado de Nova Iorque localizado na antiga fábrica do biscoito Oreo

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Imagine uma fábrica de biscoitos do começo dos anos 1900. Pense no ambiente rústico, nos ingredientes sendo preparados, na dosagem de cada produto separada e inserida na massa, no recheio.

Foi em um cenário assim que a National Biscuit Company, a Nabisco, chegou a uma receita especial que conquistou o mundo: a do biscoito Oreo. Naquela época, os Oreos eram vendidos em latas e custavam apenas 25 centavos de dólar.

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Agora, essa antiga fábrica, onde a deliciosa invenção nasceu, foi transformada no Chelsea Market, um dos maiores mercados de gastronomia do mundo. Curiosamente, a capacidade de aguçar os sentidos humanos, tão presente na época da fábrica de biscoitos, é um dos grandes segredos do sucesso desse estabelecimento.

Quem comenta este exemplo de “Marketing de Nostalgia”, que apela a elementos históricos e às memórias dos consumidores para criar uma conexão emocional com o público, é João Ricardo, CEO da All Hands Educação, parceira do grupo IRRAH, uma empresa brasileira que desenvolve soluções tecnológicas para o setor varejista.

“Trata-se de um local carregado de história, que associa tradição, qualidade e autenticidade às marcas lá presentes. É uma estratégia interessante e que realmente tem dado muito certo, já que o local é conhecido no mundo todo e virou ponto turístico na cidade de Nova Iorque”, diz o especialista. Para ele, esta abordagem pode ser seguida por qualquer empreendimento, com grandes chances de sucesso.

De acordo com João Ricardo, a história do Chelsea Market penetra em cada tijolo. O imóvel, na 9ª Avenida, mantém lembranças da região onde está, o Meatpacking District, uma área industrial de frigoríficos e fábricas. A revitalização de todo o local nos anos 90 não diluiu os traços industriais e o aspecto de galpão, mas tornou o imóvel um túnel do tempo contemporâneo. Hoje, o Chelsea é roteiro dos grandes chefs de cozinha e de quem gosta de bons menus. São mais de 60 lojas que oferecem produtos frescos e prontos para serem degustados com todos os sentidos, ali mesmo.

“O mercado faz o que precisa ser feito com qualidade, mantendo o básico, mas muito bem feito. Veja, quantas vezes você viu a Gucci reformar a marca deles? Talvez mudem alguns processos ou produtos, apenas isso. O que o Chelsea Market nos ensina é que ele mantém a história que está por trás do negócio. Se isso estiver claro, a inovação só vai contribuir para isso”, destaca Miriã Plens, CMO do Grupo IRRAH, que procura estar por dentro das últimas tendências em comportamento, consumo e inovações em atendimento.

Entregar com rapidez é outra virtude do mercado novaiorquino. Este mercado elimina as complicações da jornada e proporciona ao público produtos de alta qualidade, prontos para serem apreciados sem longas esperas. No comércio eletrônico, a rápida entrega tornou-se ainda mais relevante durante a pandemia, com as entregas ultra rápidas sendo um critério fundamental para os consumidores ao escolherem produtos on-line. Segundo o Capterra, uma plataforma de comparação de softwares do grupo Gartner, mais de dois terços (73%) das pessoas que fazem compras pela internet consideram esse tipo de serviço essencial, superando até mesmo fatores como preço e atendimento.

“Tudo que é demorado é substituído pela tecnologia. No Chelsea, tudo está pronto para ser pego e levado. Essa rapidez é algo que precisamos em nosso negócio hoje. Os clientes têm menos tempo do que dinheiro. Portanto, é crucial facilitar a vida deles, o que significa reduzir o esforço necessário para adquirir nosso produto”, destaca João.

E é assim, inspirado no modo de produção de biscoitos da década de 1900, que o antigo-novo galpão do mercado inspira inovação.

Foto: Freepik

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