Na parte da manhã destacamos os depoimentos do Desembargador, Ricardo Roesler, do Secretário de Comunicação de Santa Catarina, Marcelo Rego e da palestra de Marcelo Vitorino, especialista em comunicação eleitoral.
Confira os principais pontos:
Em sua apresentação Ricardo Roesler (TRE/SC) discorreu sobre os seguintes pontos:
– Objetivos TRE: Combate à fake news e incentivo que jovens pratiquem a cidadania através do voto.
– A maior eleição da história. 146 milhões de eleitores. 5 milhões em SC.
– A eleição já está ocorrendo. Pré-campanha desde que não haja pedido de voto. Filiados podem expor propostas, inclusive com a cobertura da imprensa.
– É preciso Acabar com a Política detratora. Ações devem ser propositiva.
– Eleitor atente-se ao viés positivo das candidaturas.
– Veículos de comunicação devem abrir espaços para a boa política, com tratamento isonômico, para não desequilibrar.
– Cabe às agências e marqueteiiros fazer campanha ética, discursos retóricos e estéticos éticos. Resignificar o voto. Visão positiva da política.
– Fake news: séria ameaça ao pleito podendo alterar o pleito. Não vai eleger ninguém mas vai eliminar alguém.
– Voto impresso em 2018: 500 urnas em SC.
– Desafio do TRE/SC: Fazer eleições democráticos, transparente e ético.
Apresentação de Marcelo Rego (Secretário de Comunicação SC) discorreu sobre os seguintes pontos:
– Quem sabe que governo desativou ADRs? Segundo pesquisa, apenas 20% dos catarinenses sabe. Isto mostra desinformação.
– Importância desta eleição pois o país passa para sua pior crise. Será decisiva para escolher melhor.
– Comunicação é importante para ajudar eleitor a escolher melhor.
– Nosso papel é que a boa informação chegue a todos os locais.
– Disseminar bons exemplos.
– Campanha que será lançada pelo governo de SC: cartão vermelho (coisas ruins) e cartão verde (coisas boas)
Apresentação de Marcelo Vitorino (estratégias de comunicação para campanhas eleitorais 2018) discorreu sobre os seguintes pontos:
– A base da campanha Obama foi big data. Muito antes da campanha, houve enriquecimento de dados. Quando começou a campanha Obama já tinha 10 milhões de seguidores, o que permitiu arrecadar muitos recursos para a campanha.
– Boas campanhas: Crívella, Macri (movimento cambiemos), “No” (plebiscito Chile)
– Boas campanhas são como óperas. ATORES: candidatos, família, aliados, parceiros. FIGURINO: criar empatia, PUBLiCO: na TV fala com todo mundo ao mesmo tempo, internet pode segmentar/propaganda por geolocalização. CENÁRIOS: onde a campanha vai acontecer (site/blog, MORAL: engajar a militância com argumento ATOS: sensibilização para criar empatia, motivação (15/08), mobilização (15/09).
– Captação de recursos: mais facilidade através de doação, venda de produtos do candidato (boné, boneco) ou eventos (palestra).
– Dissonância cognitiva: quando você fala para uma pessoa e ela acha isso verdadeiro ela passa a te ouvir mais.
– Campanha porta a porta
– Objetivos do conteúdo: engajar a militância / sensibilizar / mobilizar / informar / combater boatos e esclarecer fatos / aumentar a confiança no candidato / arrecadar recursos
– Informação dentro da narrativa. As pessoas buscam entretenimento nas redes sociais. Não buscam informação. É possível inserir informações em uma narrativa que gere entretenimento. O texto tem que ser bom. Historinha do dia.
– Como não engajar eleitores? Bom dia no WhatsApp / parabéns datas comemorativas / emendas sem conteúdo / mais de duas postagem dia / maçaroca de conteúdo
– Alcance no Facebook: 3% de alcance por dia. não compre Liks.
– O que o eleitor espera encontrar nos canais digitais de um candidato? Propostas (83%) histórico/trajetória (79%) opiniões sobre assuntos atuais (74%) agenda de campanha (19%) material de campanha (15%) fotos de campanha (5%) frases motivacionais ou de apoio (4%)
– Eleição é para político e não para escolher um santo. O próprio eleitor não é santo. Bolsonaro não ganha eleição. Se for para o segundo turno não agregará apoio. Seu discurso radical tem um público. Mas também quando divulgada uma mancha do Bolsonaro vira um outdoor.
– Perfil do profissional: entender de política, comunicação e tecnologia.
A cobertura do AcontecedoAqui no I Seminário Catarinense de Marketing Político conta com a colaboração do Jornalista Júlio Cancellier.
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