Como utilizar games visando o engajamento dos colaboradores você vai saber lendo esta matéria preparada pelo Lui Holleben, da Resultados Digitais. Esta ferramenta está sendo usada cada vez mais pelas empresas, pois permite que a equipe tenha uma motivação extra para alcançar seus objetivos.
Qual era seu jogo favorito quando criança? “Jogo da Vida”, “War” ou “Detetive”?
De uma coisa eu me lembro: havia algo mágico que me fazia jogar de novo e de novo o mesmo jogo. O porquê, eu não sabia.
Se perguntarmos para algum mestre de Pokémon GO! qual é a última “febre” dos games, o porquê de jogar aquilo, a resposta provavelmente será: “Pois preciso capturar mais Pokémons!”.
Ou seja, um bom jogo traz uma sensação de continuidade: “Gotta Catch’Em All” (“Temos que pegar”, refrão da música tema de Pokémon).
Mas e o que isso tem a ver com vendas?
O termo gamificação tende a aparecer cada vez mais nas empresas, pois permite que o colaborador tenha uma motivação extra para alcançar seus objetivos.
Por gamificação, entende-se que é o uso de mecânicas de jogos para engajar, motivar e gerar comprometimento com os participantes.
Motivação: “querer fazer” é mais valioso do que “ter que fazer”
Segundo um interessante estudo do site Inside Sales, um dos maiores problemas que gestores de vendas enfrentam é a motivação dos vendedores.
Sendo assim, a gamificação envolve desejos de competição, realização, status e interação com um sistema de recompensas por tarefa cumprida. Ela serve para despertar motivação e produtividade.
Por isso, ter vendedores que “querem vender” é muito mais interessante do que os que “têm que vender”.
A gamificação também traz outro ponto importantíssimo: a possibilidade de um reconhecimento por vezes inesperado.
Dessa forma, vendedores mais novos também têm a percepção de fazer parte de um todo.
É importante lembrar que a gamificação em vendas não está restrita a vender mais, e sim pode abranger muitos outros pontos, que veremos a seguir.
Regrar para não desalinhar
Antes de começarmos a falar sobre a prática, é importante lembrar: vendas desalinhadas são uma falsa alegria.
Como pesadelos, elas têm o poder de dar dor de cabeça (e muitas vezes dor no bolso) de muitas áreas de uma empresa ao mesmo tempo.
Por isso, é importante deixar claro nas regras do jogo em questão que vendas desalinhadas, ou qualquer coisa que possa prejudicar o todo (a empresa), carregam uma punição ou eliminação.
Afinal, de que adiantaria aplicar a gamificação com sucesso, vendedores com adrenalina fora do comum, metas batidas no fim do mês e comemoração, se aquilo, em longo prazo, não é escalável?
Elementos importantes de gamificação
Existem alguns elementos que podem ser importantes em processos de gamificação, como:
Transparência: Já que é um jogo em que todos participam, existe mais clareza nas ações com os Leads. Ex: uma parte do trabalho dos vendedores é compartilhada (como o forecast), pois pode mudar toda a realidade do jogo.
Competição Positiva: Não estamos falando de qualquer competição, como uma que envolve disputas pessoais, mas uma competição que traga engajamento para os vendedores. Ex: jogos em que o objetivo é chegar até a final de um challenge.
Colaboração: Nenhum vendedor é uma ilha. Portanto, despertar um espírito de comunidade é sempre interessante como time. Ex: times heterogêneos com pessoas que não interagem diretamente no dia a dia.
Pontuação: Isso se vê na maioria dos jogos, não à toa. Ex: vender uma conta maior gera uma pontuação maior para o vendedor em questão.
Status: Níveis diferentes podem trazer status que representem algo no jogo. Ex: o vendedor “soldado” é o que acaba de entrar na competição, e o “general” é o vendedor com mais conquistas.
Bonificação: Vencer o jogo por vencer ou vencer o jogo para ganhar uma recompensa? Ex: os melhores vendedores ganham uma viagem de um fim de semana.
4 Exemplos práticos de Gamificação para vendas
Antes de tudo, é importante lembrar duas coisas:
Cada empresa tem equipes de vendas diferentes. Por isso, é importante adequar a gamificação na realidade vigente.
O apoio dos gestores e direção é fundamental, pois servem como “pedra angular” em todo o jogo em questão. Se as áreas de cima não compram a ideia, tudo ser repensado.
Os exemplos são simples, pois complicar muito as regras pode criar o efeito contrário. Para conhecer os exemplos acesse a página da RD aqui.
