Podemos dizer que uma empresa que não tem medo de mostrar o lado quando estamos falando, principalmente de política, é a Ben & Jerry’s, que resolveu pedir paz em Gaza sem pensar que poderia trazer de volta “tensões com a sua empresa-mãe, a Unilever, sobre o posicionamento da famosa marca de gelados em relação às políticas de Israel”.

Vale lembrar que este posicionamento chega depois de uma grande disputa entre as duas empresas sobre este assunto, já que, em 2021, a Ben & Jerry’s anunciou, nas suas redes sociais, que deixaria de vender os seus produtos no “território palestino ocupado”, conforme imagem ao lado.
Como forma de decisão para evitar mais “confusão”, a Unilever resolveu “vender a divisão israelita da Ben & Jerry’s a uma empresa local”, segundo a publicação. A resposta da marca de gelados foi: abrir um processo contra a Unilever.
O posicionamento da Ben & Jerry’s pede paz em Gaza traz à tona momentos de tensão entre a empresa e a Unilever
O pedido da Ben & Jerry’s pede paz em Gaza mostra a marca como uma das poucas que se posicionam sobre o assunto ou até mesmo fizeram o apelo de cessar-fogo na região.
“É surpreendente que milhões de pessoas estejam protestando em todo o mundo, mas que o mundo corporativo tenha optado por permanecer em silêncio”, falou Mittal.
Outro ponto importante é que Nelson Peltz, membro do conselho e investidor da Unilever, renunciou, em dezembro de 2023, ao cargo de presidente da organização de direitos humanos Simon Wiesenthal Center, após a organização ter apelado a um boicote à Ben & Jerry’s.
Aproveitando o assunto, o conselho de administração da Ben & Jerry’s deu ênfase que a Ben & Jerry’s pede paz em Gaza “independentemente da sua empresa-mãe, a Unilever”. A marca de sorvetes deixou claro que é subsidiária autônoma de um enorme conglomerado de empresas de bens de consumo e, por isso, traz “a responsabilidade de defender a missão social e a integridade da marca”, de acordo com o Marketing Directo.
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