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Artigo| Um novo jeito de trabalhar: Espaços compartilhados e ferramentas digitais de comunicação
06 de Outubro de 2016

Artigo| Um novo jeito de trabalhar: Espaços compartilhados e ferramentas digitais de comunicação

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por João Menezes, Head de Design da A2C e Anderson de Andrade, CEO da A2C

As transformações nos negócios e no comportamento do consumidor têm modificado a maneira com que trabalhamos e cooperamos nas instituições. Ferramentas como Slack, escolhida pela revista MIT Technology Review como uma das tecnologias mais inovadoras de 2016, alcançou três milhões de usuários conectados diariamente em apenas três anos de existência. Esta já é a ferramenta empresarial de adesão mais rápida da história. Não é à toa que gigantes como Microsoft, Google e Apple anunciaram versões mais robustas de suas soluções cloud, como o Skype for Business, o G Suite e a parceria IBM + iPad, respectivamente.

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Além do teletrabalho e da popularização trazida pelas ferramentas móveis para produtividade assíncrona, é importante observar as transformações ocorridas nos espaços físicos de trabalho. A arquitetura dos escritórios tem obtido novos conceitos e provocações; o que antes eram silos tornam-se espaços horizontalizados; caminhamos rumo à construção de coletivos de talentos, colaborando de modo multidisciplinar.
Isso vem diretamente de encontro à tendência presente na criação de bens comuns, compartilhados, exemplificados na teoria do custo marginal zero de Jeremy Rifkin. Para o autor, à medida que a tecnologia presente no transporte, na energia e na comunicação seja barateada e cada vez mais sustentável, a sociedade tende a ter infraestrutura quase gratuita para o surgimento de novos negócios, feitos de modo colaborativo.

Olhando para o contexto brasileiro, há dados interessantes sobre essa área. De acordo com a ANCEV (Associação Nacional de Escritórios Virtuais), os espaços compartilhados de trabalho permitem reduzir a burocracia no processo de abertura de uma empresa, provendo flexibilidade, praticidade e agilidade aos empreendedores. Além da disponibilização do espaço físico para registro e atuação, os espaços compartilhados podem oferecer serviços de apoio à gestão do negócio, como recepção de visitas, mensageiros, suporte técnico, secretariado, entre outros. Esses espaços também são representados, em inglês, pela palavra “coworking”.

O mercado de espaços compartilhados de trabalho no Brasil tem exibido expansão, crescendo em 52% de 2015 para 2016. De acordo com o Censo Coworking Brasil 2016, são 378 espaços no país com mais de 10 mil posições disponíveis. A pesquisa também afirma que o espaço pioneiro no Brasil foi o Impact Hub São Paulo, aberto no ano de 2007, que pertence a uma rede global.

Fazendo um recorte a nível de Santa Catarina, é possível notar Florianópolis como a principal cidade catarinense em quantidade de coworkings: são catorze escritórios listados no website Coworking Brasil, seguido diretamente por Joinville. A CARBON, coletivo do qual a A2C faz parte, é um destes espaços. Santa Catarina já é o terceiro estado em número de coworkings no Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Considerando as oportunidades geradas pelo desenvolvimento de empresas de base tecnológica, como as startups, os espaços compartilhados de trabalho podem auxiliar na diversificação da matriz econômica das cidades, facilitando o dia a dia dos empreendedores e contribuindo com redes de contato. Tendo isso em vista, é essencial que as empresas investiguem os processos necessários para o design e oferta de serviços que se aproveitam dessas transformações sociais e culturais. Ambientes que possuíam divisórias e paredes passam a ser galpões abertos, que favorecem a construção do conhecimento de modo colaborativo. 
Todos tendemos a ganhar quando observamos os resultados que são obtidos ao trabalhar em equipes multidisciplinares, estejam elas onde estiverem.

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