Uma coisa que não podemos negar é que o marketing do filme da Barbie foi um sucesso, não é mesmo? Por esta razão, os responsáveis pelo marketing de “F1- O Filme” deram uma olhadinha no “manual”.
Enquanto as pessoas que gostam de velocidade esperavam pela chegada do longa nos cinemas, a Apple ficou relembrando a todos com diversas ativações como, por exemplo, anúncios OOH, eventos com a presença de Brad Pitt (ator principal) e notificações dos usuários de iPhone.
Estas ações são bem parecidas com as que vimos no filme da Barbie, em 2023, que se tornou um fenômeno e um grande sucesso de público nos cinemas.
“Todo mundo quer fazer parte de algo que não seja mais apenas um filme, [e] parte de algo maior do que apenas um filme de duas horas”, disse Lucy Markowitz, gerente geral de mercado dos EUA da Vistar Media, empresa digital OOH de propriedade da T-Mobile, segundo informações do Marketing Brew. “Isso é criado em parte por toda a agitação em torno de um filme. Você precisa das mídias sociais e da mídia paga para alimentar essa chama. Não vai acontecer sozinho”, continuou ela.
Ação de marketing de “F1- O Filme” começou um ano antes do lançamento para gerar expectativa
“A ideia era ter algo em que você já tivesse um público global sintonizado, mas também estivesse aproveitando o calendário, [e]… sendo realmente prescritivo”, explicou Markowitz sobre o começo da campanha um ano antes da chegada de “F1- O Filme” aos cinemas. “De certa forma, foi quase como [criar conscientização] para outra corrida que estava surgindo, quase orgânico em muitos aspectos, em vez de ser [para] um filme sobre uma indústria.”
Mesmo que não estamos acostumados a sermos impactados com campanhas de filmes um ano antes do lançamento, a estratégia era gerar uma expectativa. Vale lembrar que a mesma coisa aconteceu com o filme da Barbie, que teve um teaser lançado 365 antes.
“No período entre o teaser e o lançamento do filme, a equipe de F1 continuou a enfatizar a autenticidade do filme em relação à experiência real da Fórmula 1, uma tática que, segundo Markowitz, ajudou a conectar o filme com mais espectadores em potencial e fez com que ele parecesse um fenômeno cultural. O filme alardeou seu envolvimento especializado, com o piloto de F1 Lewis Hamilton recebendo créditos de produtor, e destacou seu compromisso em criar cenas de corrida reais em vez de usar CGI, além de realizar filmagens em locações de corridas reais de F1. Pitt também se tornou um outdoor ambulante, assim como muitos pilotos de verdade, exibindo patrocínios de marcas reais em seu uniforme, de empresas como Expensify e Mercedes, que geraram uma receita estimada em US$ 40 milhões”, segundo a Forbes.
E, depois dos esforços, temos o resultado nas bilheterias, não é mesmo? Segundo estimativas do estúdio citadas pela AP, “F1- O Filme” arrecadou no final de semana estreia mais de US$144 milhões no mundo todo, sendo a maior estreia da carreira de Brad Pitt.
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