Coluna Guilherme da Luz | Facebook, volta ao “normal” e o Portugal protagonista marcam Web Summit de 2021
03 de Novembro de 2021

Coluna Guilherme da Luz | Facebook, volta ao “normal” e o Portugal protagonista marcam Web Summit de 2021

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Por Guilherme da Luz 03 de Novembro de 2021 | Atualizado 03 de Novembro de 2021

Depois de uma edição online em 2020 devido à pandemia, o Web Summit voltou a movimentar o Parque das Nações em Lisboa neste mês de novembro. Todos os ingressos foram vendidos – são mais de 40 mil presentes, entre público, líderes de startups, palestrantes, imprensa e investidores – para o maior evento de tecnologia e empreendedorismo da Europa.

Entre os palestrantes (são mais de 700) estão Amy Poehler, comediante e atriz americana que fundou o Amy Poehler Smart Girls, uma organização que conta histórias e traz informações para ajudar jovens mulheres com problemas do cotidiano e comuns. O presidente da Microsoft, Brad Smith, Gabriel Braga – CEO e Cofundador do Quinto Andar – e muitos outros nomes estão na lista de presentes.

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Um dos que mais chamam a atenção é o de Frances Haugen, que falou nesta terça-feira. A ex-funcionária do Facebook ganhou notoriedade após vazar múltiplos documentos em que pesquisadores da empresa relatam as falhas da rede social em limitar os problemas causados por fake news, por exemplo, e efeitos negativos para a sociedade que seus produtos têm. Ela depôs para os congressistas americanos no mês passado.

Haugen não poupou palavras, afirmando que o problema da empresa americana não é errar e sim insistir no erro e disse que seria melhor se Mark Zuckerberg, fundador e CEO da empresa, deixasse seu cargo. A grande mudança atual do Facebook, adotando o nome Meta para a empresa (não a rede social) – não passou despercebida para a convidada, que afirmou que há um “meta problema no Facebook”, que prefere expandir a acertar no que está fazendo.

Além de conversas sobre problemas atuais e o que o futuro reserva, muitas empresas aproveitam o evento para lançar novas iniciativas tecnológicas e a sustentabilidade segue sendo um assunto em voga. A Galp – grupo de empresas portuguesas de energia – lançou uma plataforma colaborativa para apoiar a neutralidade carbônica, projeto que vai ao encontro do que é falado na COP26 (26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que também acontece neste momento.

Portugal se coloca como protagonista

A reabertura econômica após a pandemia e os desafios encarados pelo setor público e privado também são assuntos muito abordados, tanto que há uma grande presença de políticos locais. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa encerrará o evento, o ministro da economia Pedro Siza Vieira participará nos três dias, falando sobre a recuperação da economia e investimentos na área de tecnologia, e o vice-almirante Gouveia e Melo, que encabeçou a campanha de vacinação em Portugal, também estará presente no palco para falar sobre comando em tempos de crise.

O posicionamento de Lisboa como capital europeia da tecnologia é um projeto de anos, visando a diversificação das fontes de renda da cidade, que por anos ficaram muito concentradas no turismo. O projeto de criação de um hub criativo pela câmara municipal e também o surgimento de um ecossistema de startups, com empresas, incubadoras e aceleradoras foi bem-sucedido. 

Um exemplo é o Portugal Tech, um fundo de investimentos criado em 2018 para apoiar empresas de tecnologia, e que juntou 273 milhões de euros, inspirando a continuação com o Portugal Tech II, lançado nesta edição do Web Summit por Siza Vieira, que afirmou que Portugal “é o país onde as pessoas vêm investir”.

A migração do Web Summit de Dublin – outra capital que também recebeu muitas empresas de tecnologia nos últimos dez anos – para a cidade portuguesa em 2016 é prova da força de Lisboa, que tem o evento garantido até 2028.

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