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Toy Story: 30 Anos de uma Amizade que Vai ao Infinito e Além
19 de Junho de 2026

Toy Story: 30 Anos de uma Amizade que Vai ao Infinito e Além

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Por Jessie Lodi 19 de Junho de 2026 | Atualizado 19 de Junho de 2026

Desde a estreia do 1º filme, em 1995, Toy Story deixou de ser apenas uma animação para se transformar em um marco da história do cinema.

Foi o primeiro longa-metragem inteiramente produzido em computador, nascido da parceria entre a Disney e a então jovem Pixar, e provou que era possível emocionar plateias de todas as idades com brinquedos que ganham vida quando ninguém está olhando. O xerife Woody (Tom Hanks) e o patrulheiro espacial Buzz Lightyear (Tim Allen) viraram ícones instantâneos, e a pergunta singela por trás da história — o que acontece com os brinquedos quando as crianças crescem? — atravessou três décadas sem perder a força.

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Para nós, cinéfilos, a franquia importa porque amadureceu junto com seu público. Cada novo capítulo arriscou-se a falar de temas cada vez mais delicados: ciúme, abandono, passagem do tempo, despedidas e recomeços, sempre embalados por uma tecnologia de ponta e um cuidado quase obsessivo com o roteiro. Não à toa, a franquia acumulou Oscars, recordes de bilheteria e uma legião de fãs que cresceu ao lado dela. Agora, com a chegada do quinto filme, vale relembrar a jornada completa de Woody, Buzz e companhia — e os bastidores curiosos que tornaram cada um deles especial. Confira os cinco filmes:

Toy Story

No quarto de Andy, os brinquedos vivem em paz até a chegada de um novo presente de aniversário: o moderno Buzz Lightyear, que rouba o posto de favorito de Woody. A rivalidade entre os dois acabam lançando-os para fora de casa, e a dupla precisa aprender a cooperar para voltar antes da mudança da família. Uma curiosidade marcante: em uma versão inicial apresentada à Disney em 1993, conhecida internamente como “Black Friday”, Woody era sarcástico e maldoso a ponto de insultar os outros brinquedos — a reação foi tão negativa que a equipe reescreveu o roteiro em uma semana para torná-lo um líder mais querido. Outra raridade é que cada quadro do filme levava horas para ser renderizado, e Tom Hanks começou a gravar as falas de Woody ainda em 1991, quatro anos antes da estreia. O longa rendeu à Pixar um Oscar honorário pela inovação e foi o primeiro filme de animação indicado a Melhor Roteiro Original. Ano 1995. Direção: John Lasseter. Animação/Aventura/Comédia. 1h21min. Disponível no Disney+.

Toy Story 2

Woody é roubado por Al, um colecionador ganancioso, e descobre que faz parte de um valioso conjunto de bonecos de um antigo programa de TV, ao lado da vaqueira Jessie, do cavalo Bala no Alvo e do garimpeiro Zé Cara de Mau. Ele então precisa escolher entre a imortalidade engessada de um museu e a vida real de ser amado por uma criança — enquanto Buzz e os amigos partem em seu resgate. O bastidor mais lendário do filme: em 1998, com a produção quase finalizada, um funcionário executou por engano um comando que começou a apagar todos os arquivos da animação, e o sistema de backup estava falho. Quem salvou o projeto foi Galyn Susman, supervisora técnica que estava de licença-maternidade e mantinha em casa uma cópia atualizada do filme para continuar trabalhando — seu computador foi transportado enrolado em cobertores até o estúdio. Vale lembrar que o longa nasceu para ser lançado direto em vídeo e só depois ganhou status de produção para os cinemas. Ano 1999. Direção: John Lasseter. Animação, Aventura, Comédia. 1h32min. Disponível no Disney+.

Toy Story 3

Andy já é um adolescente prestes a ir para a faculdade, e seus brinquedos acabam parando por engano na creche Sunnyside, comandada pelo ursinho Lotso, que esconde um lado tirânico. A turma precisa orquestrar uma fuga em meio a uma das sequências mais tensas da franquia — o quase-incinerador — antes de encontrar um novo lar. Entre as curiosidades, este foi o primeiro longa de animação a ultrapassar US$ 1 bilhão em bilheteria mundial e a primeira sequência indicada ao Oscar de Melhor Filme sem que seus antecessores tivessem sido. Levou para casa duas estatuetas: Melhor Animação e Melhor Canção Original (“We Belong Together”). Tom Hanks e Tim Allen fizeram questão de gravar várias falas juntos, algo raro em animação, para reforçar a química entre Woody e Buzz. Ano 2010. Direção: Lee Unkrich. Animação, Aventura, Drama. 1h43min. Disponível no Disney+.

Toy Story 4

Sob os cuidados da nova dona, Bonnie, Woody assume o papel de protetor e ajuda a menina a dar vida a Garfinho, um brinquedo improvisado feito de lixo que não se entende como brinquedo. Uma viagem de família vira uma aventura em que Woody reencontra a antiga paixão Betty e passa a questionar qual é o seu verdadeiro lugar no mundo. Nos bastidores, o dublê canadense Duke Caboom foi animado de forma a parecer um brinquedo que sofreu muitos “acidentes” reais de criança, e a loja de antiguidades do filme é um verdadeiro museu de referências escondidas ao universo Pixar. O longa consagrou-se com o Oscar de Melhor Filme de Animação, provando que ainda havia história a contar mesmo após o desfecho perfeito do terceiro filme. Ano 2019. Direção: Josh Cooley. Animação, Aventura, Comédia. 1h40min. Disponível no Disney+.

Toy Story 5

Desta vez é “brinquedo contra tecnologia”. Bonnie, agora com oito anos, ganha um tablet chamado LilyPad (voz de Greta Lee), um dispositivo capaz de criar mundos virtuais e prender toda a sua atenção, deixando os brinquedos de lado. Jessie tenta manter o grupo unido e esperançoso, mas é o retorno de um Woody mais velho e experiente que promete ajudar a turma a lidar com essa nova realidade — um alerta carinhoso sobre o tempo das crianças diante das telas. As curiosidades já rendem conversa: Woody aparece careca, escolha que o diretor Andrew Stanton explicou como símbolo de uma nova fase de vida do personagem; Ernie Hudson assume o Combate Carl em homenagem a Carl Weathers, falecido em 2024; e Taylor Swift assina a canção original “I Knew It, I Knew You”, composta com Jack Antonoff. Seis integrantes da equipe original de 1995 seguem envolvidos no projeto. Ano 2026. Direção: Andrew Stanton e McKenna Harris. Animação, Aventura, Comédia, Drama. 1h42min. Estreia nos cinemas em 18 de junho.

E você, qual filme da turma mais mexe com o seu coração? Me conte nas redes sociais @jessielodi. Do primeiro encontro entre Woody e Buzz até a despedida das telas, a saga prova que crescer não significa esquecer quem esteve sempre ao nosso lado.

Acompanhe análises e novidades no PODCAST CINEGIRLS no YouTube.

Até a próxima semana!

Imagem: Divulgação Disney/Pixar

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