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A sua Agência está tomando remédio ou suplemento?
22 de Junho de 2026

A sua Agência está tomando remédio ou suplemento?

Como trocar a urgência constante por uma gestão mais proativa.

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Por Berna Wagner 22 de Junho de 2026 | Atualizado 22 de Junho de 2026

Toda agência ou time de marketing enfrentam momentos críticos.

Um cliente pode pedir uma alteração urgente. Uma campanha pode apresentar um problema inesperado. Uma entrega importante pode precisar ser reorganizada.

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O problema não está na existência das urgências. Ele começa quando a urgência deixa de ser exceção e se transforma no modelo de funcionamento da operação.

É quando o job entra hoje para ser entregue hoje, a pauta muda várias vezes ao longo do dia e o time interrompe o que estava fazendo para responder à demanda mais recente.

Nesse cenário, a agência vive tomando remédio.

O remédio resolve a dor imediata. Ajuda a atravessar a crise, reorganizar a entrega e responder ao cliente. Em alguns momentos, ele será necessário.

Mas nenhuma operação deveria depender de remédio todos os dias para continuar funcionando.

Quando isso acontece, o time entra em modo reativo. As prioridades deixam de ser definidas pelo que gera mais valor e passam a ser determinadas por quem pressiona mais, pelo cliente que reclama primeiro ou pelo prazo que já está estourando.

A equipe pode até parecer produtiva, porque todos estão sempre ocupados. Mas existe uma diferença importante entre estar em movimento e avançar.

O suplemento da gestão

Se o remédio entra quando a operação já está doente, o suplemento faz parte do cuidado diário.

Na gestão de agências e times de marketing, esse suplemento é a organização que previne a crise antes que ela aconteça.

É ter clareza sobre prioridades, papéis e responsabilidades.

É criar rotinas de planejamento e acompanhamento.

É estabelecer critérios para que uma demanda seja realmente considerada urgente.

É organizar a comunicação para que as informações não se percam entre reuniões, mensagens e conversas paralelas.

É acompanhar a capacidade da equipe antes de continuar colocando novos trabalhos na pauta.

Essas práticas não eliminam todos os imprevistos. Mas reduzem os problemas que poderiam ter sido evitados e ajudam o time a lidar melhor com aquilo que realmente não estava previsto.

Uma operação saudável não é aquela em que nada dá errado. É aquela que consegue identificar riscos, tomar decisões e se reorganizar sem transformar qualquer dificuldade em uma crise generalizada.

Sair do modo reativo não depende apenas do cargo

Muitas vezes, quem está dentro da operação percebe os problemas antes mesmo de quem ocupa uma posição mais alta.

São os profissionais do time que enxergam o briefing incompleto, a informação que chegou tarde, o processo confuso, a reunião que não gera decisão e o retrabalho que se repete.

Perceber esses padrões é importante. Mas quem deseja crescer na gestão precisa ir além da reclamação e transformar percepção em proposta.

Em vez de apenas dizer que a pauta está desorganizada, pode identificar por que as prioridades mudam e sugerir critérios para a entrada de novas demandas.

Em vez de afirmar que a comunicação não funciona, pode observar onde as informações se perdem e propor um ritual simples de alinhamento.

Em vez de aceitar que todo pedido é urgente, pode ajudar a equipe a diferenciar uma necessidade crítica de uma falta de planejamento.

Isso não significa assumir sozinho a responsabilidade pela operação. Significa desenvolver uma postura mais proativa: compreender o problema, buscar sua causa e participar da construção de uma solução possível.

É assim que um profissional começa a ser reconhecido não apenas pela capacidade de executar, mas também pela capacidade de melhorar a forma como o trabalho acontece.

O verdadeiro papel da liderança

Durante muito tempo, a imagem de um bom líder esteve associada à pessoa que conseguia resolver qualquer problema.

Era quem reorganizava a pauta, assumia a entrega atrasada e encontrava uma saída quando ninguém mais sabia o que fazer.

Essa capacidade continua sendo importante. Mas, quando o líder precisa salvar a operação todos os dias, existe algo errado.

Liderar não é se tornar indispensável para resolver crises. É criar condições para que a equipe compreenda prioridades, antecipe riscos, tome decisões e busque soluções com mais segurança e autonomia.

A transição de uma equipe reativa para uma equipe proativa não acontece com um discurso motivacional. Ela acontece quando a gestão deixa de valorizar apenas quem resolve urgências e passa a reconhecer também quem organiza, previne, documenta, analisa e melhora.

Observe a rotina da sua agência ou do seu time de marketing.

Quanto tempo é dedicado a resolver problemas que já aconteceram?

E quanto tempo é reservado para planejar, revisar processos, alinhar expectativas e evitar que os mesmos problemas voltem a acontecer?

A mudança pode começar com algo simples: um critério para definir urgências, uma reunião que gere decisões claras, um processo documentado ou uma análise semanal dos gargalos.

Mudanças podem fazer parte do negócio. Viver permanentemente em estado de urgência não deveria fazer.

Siga o perfil @bernawagnerpro para aprender a liderar agências e times de marketing com mais clareza, autonomia e resultados, desenvolvendo equipes cada vez mais proativas.

 

Imagem criada por IA.

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