Publicidade
Coluna Entretenimento | Incentivar a cultura também é incentivar a economia
12 de Julho de 2022

Coluna Entretenimento | Incentivar a cultura também é incentivar a economia

As Leis de Incentivo à Cultura estimulam profissionais da arte a pleitear apoio do setor privado, mediante renúncia fiscal

Publicidade
Twitter Whatsapp Facebook
Por Entretenimento 12 de Julho de 2022 | Atualizado 12 de Julho de 2022

Festival Dança Em Cena | Crédito: Eduardo Duks

Você certamente já foi a algum show, espetáculo, apresentação, performance de rua sem pagar nada. A essa experiência você, muito provavelmente, pode agradecer às leis de incentivo à cultura que estimulam a formação de público para os projetos aprovados por elas.

De uma forma muito resumida e, de certa maneira, ilustrativa, era essa a luta do diplomata, filósofo, professor universitário, tradutor e ensaísta, Sérgio Paulo Rouanet, autor da Lei de Incentivo à Cultura, criada em 1991, conhecida como Lei Rouanet. No primeiro domingo de julho (3), os profissionais da cultura deram adeus a Sérgio, que morreu em decorrência de problemas causados pela Síndrome de Parkinson e, de acordo com a família, até o final de sua vida, ele lutou pela cultura e pelo direito à produção cultural.

Publicidade

É importante explicar o papel dessa lei: ela estimula produtores culturais a buscarem investimento privado mediante incentivos fiscais. A empresa que apoia o projeto cultural consegue, em troca, abater uma parcela do valor investido no Imposto de Renda. A partir de projetos aprovados por esta lei, diversas manifestações culturais como dança, teatro, cinema, exposições, oficinas, livros, entre tantas outras atividades, chegam a pessoas que não têm acesso a estes produtos, mas que com os projetos, conseguem consumir cultura de forma gratuita.

Para além de fomentar o público a consumir cultura, esta também é uma forma de garantir o pagamento de artistas e tantos outros profissionais que trabalham para levar estes produtos aos mais diversos lugares do Brasil. Ou seja, a roda da economia gira e todos ganham: povo, profissional, empresa patrocinadora/apoiadora e governo.

Espetáculo “Casa”, do Grupo Porto Cênico | Crédito: Hannah Carvalho

Em Santa Catarina, o Programa de Incentivo à Cultura – PIC – tem a mesma premissa, permitindo que empresas contribuintes do ICMS patrocinem projetos aprovados pela Fundação Catarinense de Cultura e abatam o valor investido do imposto devido. Apenas em 2021, o Governo do Estado destinou até 0.5% da arrecadação estadual do ICMS, cerca de R$75 milhões, para o Setor Cultural Catarinense que, devido à pandemia de Covid-19, havia sofrido (também) economicamente.

Os profissionais do setor ainda precisam trabalhar muito para conseguir os apoios e patrocínios necessários, mostrando para as empresas como elas podem se beneficiar ao apoiar um projeto que leva formas de fazer arte para os públicos que têm menos acesso a elas. Quando essa luta é feita com o apoio da população, o gostinho de satisfação é ainda melhor.

Da próxima vez que você for a um espetáculo gratuito, ou com um preço muito acessível, informe-se e entenda como é possível ter acesso àquele produto, perceba que para um evento acontecer, foi preciso contar com diversos serviços como transporte, alimentação, costureira, manutenção e tantas outras funções para que os artistas pudessem proporcionar ao público uma experiência diferente daquela vivida no dia a dia e, mais, que todos esses profissionais recebessem para fazer seu trabalho.

Lembre-se: valorizar a cultura, também é valorizar a economia.

Se quiser conhecer mais sobre o PIC, acesse o site da FCC.

 

Ó que bacana!

Crédito: Divulgação

Agora, mudando de assunto, mas não tanto, quem nunca saiu de um evento e precisou de uma loja de conveniência à disposição, que atire a primeira pedra. O movimento de transformação digital – acelerado depois da pandemia de Covid-19 – acelerou, também, as iniciativas chamadas de “digital first”, quer dizer, que priorizam os serviços digitais para facilitar as demandas do dia a dia.

Seis hotéis de Florianópolis estão apostando nessa nova demanda e passam a contar com as lojas de conveniência inteligentes: sem funcionários, 100% automatizadas e livre de custos para o hotel.

A tendência mundial agrega valor à oferta de serviços no setor e agrada aos hóspedes que buscam facilidade e segurança na hora de comprar alimentos e bebidas a qualquer hora do dia ou da noite com uma simples operação bancária.

A startup catarinense Empório Seletto, com sede na Capital, está à frente desse modelo de negócio. Como a moda deve pegar, logo condomínios residenciais e empresariais, além de negócios de grande fluxo já terão aderido à novidade.

 

Crédito: Caio Graça

Este foi o cenário do “Sunset Menos É Mais”, do Grupo Onda, que teve uma estrutura enorme, bares temáticos, lounges para descanso, além da ponte Hercílio Luz e este pôr do sol como pano de fundo. Quando será o próximo mesmo?

 

Crédito: Kaio Garcia

 

 

 

A Rainha do Pagode provou que vem mesmo à Santa Catarina sempre que possível, como disse na entrevista que concedeu à coluna. No final de semana, Karinah esteve em Itajaí, no V Salão Náutico.

 

 

 

 

 

Publicidade
Publicidade