Os últimos dias foram inundados por cortes de dois episódios que retratam circunstâncias parecidas, mas com resultados de reputação abismalmente diferentes.
Natália Beauty, uma das maiores empreendedoras e influenciadoras do setor de estética no Brasil, e Caito Maia, fundador da Chilli Beans, foram confrontados com perguntas duras em eventos nos quais palestravam ou conduziam mentorias.
Ambos foram expostos a temas desconfortáveis. Ambos foram questionados sobre aspectos sensíveis de suas empresas. Ambos foram obrigados a reagir imediatamente (veja abaixo os vídeos). Caito Maia optou por enxergar na pergunta uma oportunidade. Já Natália e seu marido a encararam como uma ofensa.
Enquanto ele se conectou ao interlocutor, explicando com tranquilidade seu ponto de vista e reposicionando o tema em um campo estratégico que o favorecia, ela optou pela desconstrução da interlocutora, reafirmando seu tamanho e atacando uma parcela significativa do seu nicho de atuação.
O resultado? Um personagem saiu com sua reputação fortalecida; o outro enfrenta hoje uma crise de imagem.
É bem verdade que o questionamento dirigido a Natália foi muito mais arquitetado, mas os dois casos comprovam uma máxima da comunicação que vale para qualquer influenciador, empresário, político e até mesmo para nossa vida cotidiana: não existem perguntas ruins. Todos somos frequentemente confrontados com perguntas maliciosas, questionamentos enviesados ou falsos dilemas. O ponto crucial é como respondemos.
Na Critério, um dos nossos focos de atuação sempre foi a formação de lideranças, preparando pessoas para momentos como esses. E algumas regras básicas são fundamentais:
1 – Não aceite a moldura da pergunta:
Muitas perguntas difíceis já carregam uma acusação ou premissa embutida. Antes de responder, avalie se o enquadramento proposto é válido. Quem aceita uma premissa equivocada começa a discussão em desvantagem. Em muitos casos, o melhor caminho é corrigir a premissa antes de apresentar a resposta.
2 – Separe a emoção do conteúdo
Perguntas agressivas costumam buscar uma reação emocional. O erro é responder ao tom em vez do argumento. Quanto mais provocativa for a abordagem, mais serena deve
ser a resposta. A forma como alguém reage costuma ser mais observada pela audiência do que a pergunta em si.
3 – Recuse falsos dilemas
Muitas perguntas oferecem apenas duas opções extremas para um problema que é mais complexo. Identificar e expor esse falso dilema ajuda a recuperar o controle da conversa e a trazer mais profundidade ao debate.
4 – Responda e reposicione
Ignorar a pergunta transmite fuga, mas ficar preso a ela pode ser uma armadilha. O ideal é responder objetivamente ao que foi questionado e, em seguida, conduzir a conversa para o aspecto mais relevante do tema. Assim, você demonstra transparência sem abrir mão da sua mensagem principal.
5 – Fale para a plateia
Em eventos, entrevistas ou debates, o verdadeiro público raramente é quem faz a pergunta. É a audiência que está observando. Por isso, o objetivo não deve ser vencer o questionador, mas transmitir clareza, equilíbrio e credibilidade para quem está assistindo. Muitas vezes, a resposta mais eficaz não é a mais dura, mas a mais inteligente.
A reação de Caito Maia:
A reação de Natália e seu marido:
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Até a próxima semana!
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