Esta é uma relação que, em Terra Brasilis, sempre tem um perdedor, você! Quando tomamos conhecimento de que trabalhamos 5 meses por ano, apenas para pagar os impostos a que estamos submetidos, é possível entender o tamanho da cangalha que é imposta às costas do povo brasileiro.
Mas, não para por aí; o governo entende que é nosso paizão e que sabe o que é bom ou ruim para o povo e, a partir desta premissa, passa a dizer o que o povo deve fazer e como deve comportar-se. Há algum tempo, em São Paulo, o governo decidiu, por você, que o sal era maléfico para sua saúde e proibiu o uso de saleiros em bares e restaurantes. É o governo dizendo “Eu penso por você e sei o que faz bem ou mal para sua saúde!”
E assim acontece em várias ações do governo interferindo na vida do cidadão. O governo quer que você coma o que ele quer, que você viva de acordo com as regras que ele estabelece. Isto é exercício do poder!
Oh! Admirável Mundo Novo!!! Estamos chegando lá.
Por que nossa Educação é tão ruim? Por que a nossa saúde é péssima? Por que nossa infraestrutura é tão precária?
Porque o governo não quer que você pense, tenha saúde e autonomia para ser!
O governo quer que você sirva a classe dominante composta por uma elite política que na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS – era chamada de Nomenclatura. Enquanto o povo vivia de migalhas, perto de 200 mil funcionários do governo tinham vida de marajás, com direito, inclusive, a “datchas” e outras benesses mais como férias às margens do mar Negro.
Brasília tem este papel nefasto no Brasil atual. A centralização dos recursos financeiros em Brasília, com a consequente distribuição posterior de acordo com a vontade dos governantes que lá estão, obriga aos representantes do município a passar o pires sempre que haja algo necessário em seus municípios. O dinheiro que deveria ficar onde foi gerado e produzir seus efeitos junto a quem foi o responsável por esta geração, vai para Brasília para sustentar a “Nomenclatura” brasileira, com suas sinecuras nababescas.
A ilusão da cidadania se concretiza através das ajudas ou programas governamentais; programas estes que nada mais são do que a submissão das pessoas a um modelo de gestão que não conduzirá o país a lugar nenhum. A renda per capita do país mostra, claramente, através da perda de valor, o quanto o empobrecimento cresce. Outro indicador a ser considerado é a fuga de empresas para outros países e a fuga de cérebros em busca de países que lhes propiciem espaço para o crescimento de seus projetos que, posteriormente, serão aproveitados por outros.
Consequências? Continuaremos sem planos de governo para o futuro, submetidos a um Estado cada vez mais sem recursos e com sua vertente autoritária se mostrando com mais agilidade e, com sua população cada vez mais deficiente em relação a Educação e a Cultura
Só um passeio pelo pensamento!
Foto: Magnific
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