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I Seminário Catarinense de Marketing Político. Jornalistas debatem sobre cenário político no Estado
25 de Abril de 2018

I Seminário Catarinense de Marketing Político. Jornalistas debatem sobre cenário político no Estado

Na parte da tarde, o seminário se dividiu em dois momentos: no primeiro houve um debate entre jornalistas políticos de Santa Catarina e no segundo uma palestra proferida pelo Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Admar Gonzaga

Confira os principais pontos do primeiro momento:

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Jornalista Prisco Paraiso discorreu sobre os seguintes pontos:

– Teremos este ano uma campanha mais curta, com gastos contidos.
– A Imprevisibilidade é maior em SC, devido à crise econômica, Lava Jato e indefinição das candidaturas. 
– Se LHS fosse vivo o quadro seria outro, o martelo estaria batido. O quadro ficou indefinido. O PMDB batendo cabeça, não tem líder articulando nada. Germânico, disciplinado, Udo Doeler foi barrado pelo PMDB. Seria o fato novo da eleição.
– A renúncia de Colombo foi determinante no processo. Colombo deveria encerrar o mandato. Foi um erro.
– Governo novo de Eduardo? O PMDB está há 15 anos no governo, fez parte do governo Colombo, criou as secretarias regionais e agora desativa parte delas.
– Fatos importantes: Prisão Rodrigues, denúncia contra Colombo, Investigação Paulo Bauer. 
– Paulo Bauer era o candidato favorito até aqui. Houve uma trincada no nome dele.
– Merisio tem handicap: PMDB tem maior base de militantes, mas Merisio tem nove partidos, o que dar tempo de TV e nominata de deputados.
– Previsão de candidaturas: 4 – PT, PSDB, PMDB e PSD/PT. Caminhamos para eleição em dois turnos.
– PMDB terá candidato a governador. Se a eleição estiver boa será o Eduardo, se estiver ruim será o Mariani.

Adelor Lessa discorreu sobre os seguintes pontos:

– A grande pergunta a ser feita é: Até que ponto vai a indignação latente do eleitor manifestada nas ruas? Vai para a urna? Ou vai até perto da eleição, quando o eleitor coloca a indignação na gaveta, vota e só volta a se indignar depois da eleição? 
– Não será uma eleição como qualquer outra quando acordos definiam o processo com antecedência. O clima é outro, Lava Jato, Polícia Federal. O fim do foro privilegiado será o grande divisor de águas na política brasileira.
– Essa eleição tem muito a ver com as redes sociais e fake news. Diante do fake news os veículos profissionais serão valorizados. 
– Será uma eleição do novo, que até pode ser com um candidato mais velho. Quem vai encarnar o perfil do novo?
– Partidos político: há um confusão, vergonha, veja as alianças que fazem.
– Bolsonaro: Já acreditei menos, hoje não duvido mais. Exemplo em Boston, onde brasileiros fizeram cota para bancar a campanha.
– Bolsonaro é uma onda, que lembra muito Collor. Vai sobreviver até eleição? Nem ele sabe.
– Joaquim Barbosa: se fechar com Marina ganha força.
– Alckmin: PSDB não é mais o mesmo de quatro anos. Arranhado e prejudicado. 
– Lula: vai continuar preso, esquece. Mas o PT vai registrar a candidatura.
– Eduardo Moreira vai depender do seu período de governo. Se fizer governo com boa exposição o PMDB não terá como deixar de apoiá-lo.
– Bauer, dificuldades, Napoleão é o fato novo.
– Merisio começou com muita força, mas não decola em pesquisa, daqui a pouco pode perder o comando do partido e até ser vice do PSDB.
– PT tem Décio e Ledio.
– Coligação PSDB e PMDB hoje impossível. Mas o jogo não está batido.
– Se Eduardo conseguir fazer um governo de resultados o PMDB vai dar a ele a candidatura. 
– Duas candidaturas hoje são claras: PMDB e PT.
– Empresários na política. É um movimento real, positivo. Tem que acabar com essa imagem que empresário tem que cuidar da sua empresa e político fazer política. Todos nós somos políticos.
– Eleição deste ano, quadro doido, imprevisível, semelhante a 1989. 

Roberto Azevedo discorreu sobre os seguintes pontos:

– Bolsonaro e Ciro Gomes são os exemplos de infidelidade partidária, já trocaram muitas vezes de parido. Na hora de construção de uma plataforma política deve haver a ideologia. Isto será avaliado pela população.
– O grau de indignação não é o grau que vai permear a decisão da população, infelizmente.
– Os mesmos grupos políticos que comandam o estado de SC se revesam no poder há décadas.
– Merisio, tem dificuldade de crescer nas pesquisas.
– Mauro Mariani, herdeiro dos 15 anos do PMDB no poder que tem dificuldade em fazer aliados.
– Bauer, PSDB torpedeado perde forças no momento em que deveria somar. Tem tudo para ser rifado como candidato pois ele está minado. Napoleão pode aparecer como alternativa, mas para vice.
– Amin, grande oportunidade, mas tem o mesmo problema de 82: não sabe compor e fazer amarrações. Seria bom nome, mas compor com quem?
– O PT não está morto. Tem capital eleitoral. Tem militância mesmo que tenha sido depredada pelos governos Dilma e Lula.
– Fake news: sempre existiu. Quem não se lembra dos jornais que eram lançados apócrifos na véspera das eleições.
– A eleição nacional vai ser importante no fechamento das alianças nos estados. Vai haver interferência nacional nas candidaturas ao governo.

Upiara Boschi discorreu sobre os seguintes pontos:

– A eleição de 2018 representa o fim ciclo LHS, que é marcado por um cenário indefinido, não se sabe quem será candidato.
– No estado há um descolamento da eleição nacional. Em SC não temos o efeito do Bolsonaro nas candidaturas a governador. Alckmin também não influencia. 
– Todos acreditam que podem ser candidatos 
– PT não acabou mas ninguém o quer como aliados. Eles não querem o PT no segundo turno, querem os eleitores. O voto será pragmático.
– Bolsonaro, liderança frágil, embora mantenha consistência nas pesquisas. Os índices que ele tem hoje são baixos, se comparado a Color que tinha 40% no início da campanha e foi caindo.
– Fundo eleitoral: está nas mãos dos caciques que vão decidir para quem será distribuído .
– Será a primeira eleição se vamos conferir se as redes sociais vão efetivamente decidir. Vamos saber se as pessoas nas redes sociais não estão falando consigo mesmo. 
– Papel do Partido Novo nas eleições pode ser equivalente ao PSOL.

A cobertura do AcontecedoAqui no I Seminário Catarinense de Marketing Político conta com a colaboração do Jornalista Júlio Cancellier.

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