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I Seminário Catarinense de Marketing Político. Quais são as estratégias que elegem?
25 de Abril de 2018

I Seminário Catarinense de Marketing Político. Quais são as estratégias que elegem?

Na parte da manhã destacamos os depoimentos do Desembargador, Ricardo Roesler, do Secretário de Comunicação de Santa Catarina, Marcelo Rego e da palestra de Marcelo Vitorino, especialista em comunicação eleitoral. 

Confira os principais pontos:

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Em sua apresentação Ricardo Roesler (TRE/SC) discorreu sobre os seguintes pontos:

– Objetivos TRE: Combate à fake news e incentivo que jovens pratiquem a cidadania através do voto.
– A maior eleição da história. 146 milhões de eleitores. 5 milhões em SC. 
– A eleição já está ocorrendo. Pré-campanha desde que não haja pedido de voto. Filiados podem expor propostas, inclusive com a cobertura da imprensa. 
– É preciso Acabar com a Política detratora. Ações devem ser propositiva. 
– Eleitor atente-se ao viés positivo das candidaturas. 
– Veículos de comunicação devem abrir espaços para a boa política, com tratamento isonômico, para não desequilibrar.
– Cabe às agências e marqueteiiros fazer campanha ética, discursos retóricos e estéticos éticos. Resignificar o voto. Visão positiva da política. 
– Fake news:  séria ameaça ao pleito podendo alterar o pleito. Não vai eleger ninguém mas vai eliminar alguém. 
– Voto impresso em 2018: 500 urnas em SC.  
– Desafio do TRE/SC: Fazer eleições democráticos, transparente e ético. 

Apresentação de Marcelo Rego (Secretário de Comunicação SC) discorreu sobre os seguintes pontos:

– Quem sabe que governo desativou ADRs? Segundo pesquisa, apenas 20% dos catarinenses sabe. Isto mostra desinformação.
– Importância desta eleição pois o país passa para sua pior crise. Será decisiva para escolher melhor. 
– Comunicação é importante para ajudar eleitor a escolher melhor. 
– Nosso papel é que a boa informação chegue a todos os locais.
– Disseminar bons exemplos.
– Campanha que será lançada pelo governo de SC: cartão vermelho (coisas ruins) e cartão verde (coisas boas)

Apresentação de Marcelo Vitorino (estratégias de comunicação para campanhas eleitorais 2018) discorreu sobre os seguintes pontos:

– A base da campanha Obama foi big data. Muito antes da campanha, houve enriquecimento de dados. Quando começou a campanha Obama já tinha 10 milhões de seguidores, o que permitiu arrecadar muitos recursos para a campanha.
– Boas campanhas: Crívella, Macri (movimento cambiemos), “No” (plebiscito Chile)
– Boas campanhas são como óperas. ATORES: candidatos, família, aliados, parceiros. FIGURINO: criar empatia, PUBLiCO: na TV fala com todo mundo ao mesmo tempo, internet pode segmentar/propaganda por geolocalização. CENÁRIOS: onde a campanha vai acontecer (site/blog, MORAL: engajar a militância com argumento ATOS: sensibilização para criar empatia, motivação (15/08), mobilização (15/09).
– Captação de recursos: mais facilidade através de doação, venda de produtos do candidato (boné, boneco) ou eventos (palestra).
– Dissonância cognitiva: quando você fala para uma pessoa e ela acha isso verdadeiro ela passa a te ouvir mais.
– Campanha porta a porta
– Objetivos do conteúdo: engajar a militância / sensibilizar / mobilizar / informar / combater boatos e esclarecer fatos / aumentar a confiança no candidato / arrecadar recursos
– Informação dentro da narrativa. As pessoas buscam entretenimento nas redes sociais. Não buscam informação. É possível inserir informações em uma narrativa que gere entretenimento. O texto tem que ser bom. Historinha do dia.
– Como não engajar eleitores? Bom dia no WhatsApp / parabéns datas comemorativas / emendas sem conteúdo /  mais de duas postagem dia / maçaroca de conteúdo
– Alcance no Facebook: 3% de alcance por dia. não compre Liks. 
– O que o eleitor espera encontrar nos canais digitais de um candidato? Propostas (83%) histórico/trajetória (79%) opiniões sobre assuntos atuais (74%) agenda de campanha (19%) material de campanha (15%) fotos de campanha (5%) frases motivacionais ou de apoio (4%)
– Eleição é para político e não para escolher um santo. O próprio eleitor não é santo. Bolsonaro não ganha eleição. Se for para o segundo turno não agregará apoio. Seu discurso radical tem um público. Mas também quando divulgada uma mancha do Bolsonaro vira um outdoor. 
– Perfil do profissional: entender de política, comunicação e tecnologia.

A cobertura do AcontecedoAqui no I Seminário Catarinense de Marketing Político conta com a colaboração do Jornalista Júlio Cancellier.

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