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Conheça os destaques do 6º Fórum Lide de Varejo
27 de Março de 2018

Conheça os destaques do 6º Fórum Lide de Varejo

 

Encontro reuniu 300 líderes dos mais diversos setores do varejo. O tema central do Fórum foi “A expansão e a democratização do consumo”.

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O presidente executivo da OneWG, José Netto participou do evento e compartilha com os leitores do AcontecendoAqui alguns high lights do Fórum. “Evento de grande importância para empresas de varejo que discutiu temas do dia-a-dia com grande utilidade para quem atua nesse setor. O tema como previsto foi focado no comportamento do novo consumidor e na logística do segmento do varejo como peça importante nesse processo. Cada vez mais as empresas estão preocupadas em entender esse consumidor e, para isso a logística deve ser ágil para disponibilizar as mercadorias que atendam a este consumidor”, conta José Netto.

 

Os processos de B.I. cada vez mais assumem importância nesse processo. Eco Moliterno CCO Latam da Accenture Interactive, agência que estuda o comportamento do consumidor, demostrou que o PDV agora deve ser visto assim:

P – Personalizar
D – Digitalizar
V – Vender

 

Público participante do Fórum

Transitaram neste fórum nomes como o jornalista William Waack, Frederico Trajano – CEO do Magazine Luiza, Mário Laffite – vice-presidente da Samsung, Junior Durski – fundador do Madero, Marcilio Pousada – presidente da Raia Drogasil, Miguel Abuhab – CEO da Neogrid, Júlio Mottin Neto – presidente da Panvel, Flávio Rocha – presidente da Riachuelo, entre outros”, informa José Netto.

 

 

Carta-Legado do 6º Fórum Lide do Varejo

O cenário que envolve os setores de Varejo, Consumo e Shopping Centers é cada vez mais desafiante.

O crescimento da competitividade, global e local, é inerente ao processo de trasferência de maior poder aos omniconsumidores-cidadãos criando desafios e oportunidades em todos os formatos, categorias, canais e negócios do mercado, precipitando migração de poder estratégico entre varejistas, fornecedores de produtos, serviços e soluções e os shopping centers.

Nesse macro-cenário, esses setores se defrontam com as transformações advindas da conjugação dos processos de globalização, digitalização e concentração de negócios, que exponenciam a competitivadade e internalizam no Brasil as transformações estruturais internacionais.

No cenário interno, o encerramento do ciclo recessivo reconfigura a realidade do mercado e do consumo, sinalizando um período de melhor desempenho de vendas, porém, sem que as transformações estruturais que o país demanda tenham sido obtidas.

O Brasil avançou no combate à corrupção, na modernização trabalhista, na limitação  dos gastos públicos, no equilíbro fiscal, porém, está ainda MUITO distante do que deveria nas áreas Tributária, Previdenciária, Burocrática, na Estrutura Política e na Modernização da Gestão das matérias públicas.

Além disso, o crédito às pessoas físicas, concentrado, caro e escasso é um entrave ao maior crescimento da economia pelo aumento do consumo das famílias.

A retomada do consumo é uma evidente melhoria que permitiria, de forma ambiciosa, quase inconsequente, estimar que possamos continuar crescendo nos próximos anos por conta de um cenário externo e interno mais positivo.

Mas estamos muito distantes da visão de um país moderno, competitivo globalmente, mais justo socialmente e com propostas estruturadas e estratégicas de longo prazo.

Não podemos nos deixar envolver por essa situação restrita e pontual, perdendo de vista o cenário de longo prazo e mais amplo.

Já nos iludimos muito na década de 70 com o Milagre Brasileiro ou nos anos 2000 quando do Boom mais recente da economia.

Não podemos nos deixar envolver novamente pela sensação de alívio com a recuperação momentânea do consumo e da economia, pois estamos nos distanciando de uma realidade vivida por economias mais maduras e modernas e nos limitando a sobreviver cada vez mais enclausurados em nossos microcosmos, cercados por pobreza, insegurança e, ainda, corrupção.

E perdendo jovens  talentos, desiludidos com essa realidade, para outros países e realidades.

Apesar de termos setores e negócios empresariais inovadores, ambiciosos em suas propostas, competitivos em âmbito global, líderes em seus segmentos, verdadeiros benchmarks globais, convivemos num cenário injusto, desigual, desestimulante de mais investimentos e empreededorismo, além  de asfixiado em sua capacidade empresarial por todos os fatores conhecidos.

E tudo isso ficou muito claro nas discussõs e debates que tivemos nesta oportunidade.

Quem tem juízo e visão deveria manter-se inconformado com o Brasil que temos e teremos nos próximos anos, caso o setor empresarial não esteja mobilizado para atuar decisivamente na necessária transformação.

No curto prazo, o período eleitoral é o momento certo e fundamental para que o setor empresarial, especialmente o de varejo e consumo, se engaje com as propostas que possam transformar, positiva e estruturalmente, o país.

Não vamos nos desmobilizar e nos conformarmos com as benesses da recuperação de curto prazo. Este é o mais importante alerta.

Estamos muito distantes do sonho possível.

O Brasil exige dos líderes empresariais do setores de varejo, consumo e shoppings center mais responsabilidade, visão, atitude e compromisso com o futuro e esta é a convocação que fazemos neste momento.

Vamos nos mobilizar e integrar esforços para transformar de forma estrutural e definitiva esta realidade.

Temos que acreditar, mas, acima de tudo, temos que agir de forma integrada e ambiciosa pois depende, fundamentalmente,  de nós.

Guarujá, 17 de Março de 2018

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