por Gonzalo Pereira*
Você conhece alguém assim? Focado em suas atividades, executa todas as tarefas que lhe são designadas, entrega resultados e luta para bater as metas.
Conhece, né? Este ser está em todos os escritórios, departamentos, seções, repartições… “E daí? ”, você me pergunta.
E daí que este ser em questão não se relaciona com quem está à sua volta. Ele (ou ela) pensa que fazer bem o que lhe cabe é o suficiente. E assim a vida segue.
Até que um dia cai na sua mesa um problema maior que sua capacidade de resolver sozinho, por mais competente que seja. Neste dia o indivíduo olha em volta e não encontra nos que estão ao seu redor um mínimo sinal de ajuda.
E nem poderia. Ele sempre pensou que bastava “fazer bem feito”. Não esteve preocupado em construir e consolidar reputação positiva. Por isso, não terá ajuda. Pior do que isso: se acusado de algo, não terá defesa nem a solidariedade de quem poderia lhe apoiar.
Assim também são as empresas e organizações.
Ao acreditarem que o planejamento (e execução) de ações de relações públicas, institucionais e governamentais integram um conjunto de atividades supérfluas, etiquetando-as com um “depois a gente vê isso”, deixam de criar laços e alianças com seus stakeholders.
Por isso, quando uma crise bate na porta, pronta para arranhar a reputação e trazendo no colo prejuízos de imagem que ameaçam resultados comerciais, estas organizações estão mais sozinhas do que gostariam.
Melhor não esperar as batidas na porta para começar a executar – de forma organizada e profissional – um planejamento de relações públicas, institucionais e governamentais.
* Gonzalo Pereira – Consultor de Comunicação e Marketing – https://www.linkedin.com/in/gonzalopereira-/
