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Marcas x doping: atletas pagam altos preços por deslizes
10 de Março de 2016

Marcas x doping: atletas pagam altos preços por deslizes

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Doping. Assunto que é cobrado rigorosamente no meio esportivo, também é sério quando se trata de patrocínio. A suspensão dos contratos de patrocínio da tenista russa Maria Sharapova por parte das marcas Nike, Tag Heuer e Porsche, após a atleta ter admitido falha no teste antidoping, não é a primeira e nem será a última no meio.

“Antes, o patrocínio era algo simples, e os riscos menores, já que tudo estava sob controle. Hoje, as novas formas de comunicação e o aumento da exposição fazem com que uma simples declaração mal compreendida na rede vire uma crise”, diz Ricardo Guimarães, sócio e diretor-presidente da consultoria Thymus.

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Veja alguns exemplos:

2015 

UFC – Anderson Silva
Em agosto do ano passado, o campeão do UFC, Anderson Silva, foi condenado a um ano de suspensão e pagamento de multa de R$ 1,3 milhão, além da retirada de seu nome do ranking oficial do torneio após o Spider ter sido pego no doping. O atleta voltou ao octógono em 27 de fevereiro perdendo para o inglês Michael Bisping.

2012

Ciclismo – Lance Armstrong
O americano liderou o ciclismo mundial na última década. Mas teve todos seus títulos suspensos em 2012 ao ter sido pego utilizando drogas ilícitas para a melhoria de desempenho. Naquele ano, a Nike, patrocinadora desde 1996, rompeu com o atleta.

2009

Golf – Tiger Woods
Em 2009, com o posto de primeiro atleta a atingir a marca de US$ 1 bilhão em patrocínio, cachês e prêmios, o golfista americano se envolveu em um acidente de carro que desencadeou notícias sobre casos extraconjugais e envolvimento com drogas. Na época, a Gillette, a consultoria Accenture, o isotônico Gatorade, a empresa de telecomunicações AT&T e a marca Tag Heuer romperam com Woods. A Nike, principal patrocinadora do atleta desde 1996, manteve o apoio e, em 2013, renovou com o atleta.

Natação – Michael Phelps
Entre os maiores nadadores da história, o americano teve de lidar, em 2009, com o vazamento de fotos suas fumando maconha, o que lhe rendeu uma suspensão de três mes por parte da Federação Americana de Natação. O caso lhe rendeu a perda de um contrato com a marca de cereais Kellogg´s.

1989

Boxe – Myke Tyson
Tyson conquistou, aos 20 anos, o título de campeão mundial. Um ano depois, levou os títulos mundiais da Federação Internacional de Boxe e da Associação Mundial de Boxe. Em março de 1992, Tyson foi condenado a seis anos de prisão por agressões a sua ex-esposa. Na época, perdeu o patrocínio da Pepsi.

1988

Atletismo – Ben Johson
O velocista canadense com origem jamaicana bateu seu recorde mundial em 1998, na Olímpiada de Seul. Porém, dois dias depois de conquistar o ouro, não passou no exame antidoping que identificou o uso de esteroides. Na época, ele perdeu um contrato de US$ 2,8 milhões com a marca esportiva Diadora.

Foto: reprodução

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