Na tarde desta segunda-feira (16/6), às 12h45 (horário da França), no Debussy Theatre, Sir John Hegarty – cofundador da BBH e uma das vozes mais respeitadas da publicidade mundial – subiu ao palco com uma provocação direta: “Ser grande já foi uma vantagem competitiva. Hoje, é um peso.”
Tamanho não é mais estratégia: é inércia
Segundo Hegarty, quanto maior a empresa, mais lenta tende a ser. E quanto mais lenta, menor sua capacidade de se adaptar. “Size is no longer a strategy – size is inertia. It breeds bureaucracy.” Em vez de perseguirem escala a qualquer custo, as marcas deveriam buscar agilidade, coragem e clareza filosófica. Para ele, “os gigantes não dançam porque estão ocupados demais processando sua própria complexidade”.

Slide com a provocação: “Size is inertia” | Imagem: Guilherme da Luz
De ferramenta a colaborador: IA entra no jogo
Hegarty também abordou o papel da inteligência artificial. Em vez de enxergá-la como ameaça ou fetiche, sugeriu que a IA seja vista como uma parceira criativa, não como substituta. “Agora todo mundo é um ‘creative director’. A IA muda quem comanda o jogo.” O desafio, segundo ele, está menos na tecnologia e mais em como as empresas vão repensar suas estruturas para que o novo possa florescer.

Sir John Hegarty no palco do Debussy Theatre | Imagem: Guilherme da Luz
Filosofia primeiro, processo depois
No centro da fala, um ponto que se repete em sua trajetória: toda grande marca nasce com uma filosofia clara. O problema é que, muitas vezes, essa essência se perde quando os fundadores saem de cena. Hegarty citou até a Igreja Cristã como exemplo de marca que continuou existindo após a morte de seu “fundador”. O ponto era claro: cultura é o que sustenta, diferencia e dá vida à criatividade.
Foi uma daquelas apresentações curtas e certeiras, que dispensam euforias e deixam no ar reflexões duradouras – especialmente para quem vive os bastidores das grandes estruturas.
Se você trabalha para um gigante, ajude-o a dançar
No encerramento, Hegarty deixou um convite à plateia: repensar o papel de quem lidera. O novo modelo não é mais piramidal, mas invertido – com os líderes dando suporte para que as ideias fluam da base. E uma frase que resume a provocação:
“Não tente ser o maior – seja o mais ousado. E lembre-se: a IA é uma ferramenta colaborativa. Se você trabalha para um gigante, ajude a construir um futuro melhor.”
O que sua empresa pode aprender com isso:
• Ser grande não basta – é preciso ser ágil;
• IA não substitui ninguém – mas amplia quem tem ideias boas;
• Cultura é mais durável que campanhas;
• A filosofia da marca é o ponto de partida – e não pode morrer com o fundador.
Nota do editor
Este conteúdo foi produzido diretamente de Cannes, com base na cobertura presencial do evento. A estrutura e revisão do texto foram otimizadas com apoio da IA (ChatGPT), garantindo agilidade em meio à programação intensa.
Produção estimada
Com IA: 45 minutos – e a liberdade de escrever ouvindo, sem medo de perder a ideia central.
Sem IA: ainda estaria reorganizando frases soltas e tentando lembrar se ele disse “dançar” ou “cair”.
Originalidade editorial: 80%
Uso de IA: 20% (estrutura e revisão)
