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Temu cancela anúncios no Google Shopping dos EUA devido a tarifas
17 de Abril de 2025

Temu cancela anúncios no Google Shopping dos EUA devido a tarifas

Aplicativo teve queda drástica no ranking da App Store

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A gigante chinesa do varejo Temu – uma das anunciantes nas plataformas da Meta e do Google – está reduzindo os gastos com publicidade nos Estados Unidos devido às altas tarifas sobre produtos chineses. Como resultado, o aplicativo teve uma queda drástica no ranking da App Store, o que sugere uma mudança significativa no cenário do comércio eletrônico.

A guerra comercial entre os EUA e a China – as duas maiores economias do mundo – parece longe de terminar. A China prometeu resistir até o fim, e já é possível ver os impactos não apenas sobre os varejistas chineses, mas também sobre empresas de tecnologia que dependem da receita publicitária desses anunciantes.

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A Temu, pertencente ao grupo chinês PDD Holdings, viu sua posição na App Store despencar, o que indica que sua popularidade dependia fortemente de publicidade paga, e não de alcance orgânico. O jornal The New York Times revelou que, só em 2024, a empresa veiculou 1,4 milhão de anúncios nos serviços do Google. No entanto, segundo o AdWeek, a Temu retirou praticamente todos os seus anúncios no Google Shopping dos EUA – no dia 12 de abril, não houve nenhuma impressão de anúncios, enquanto no fim de março representavam quase 20%.

Em 2023, a Temu foi um dos maiores anunciantes dos Estados Unidos, segundo dados do WARC, e gastou cerca de £2 bilhões em anúncios na Meta.

Ao mesmo tempo, gigantes do varejo chinês, como a JD.com, estão buscando fortalecer o mercado interno e prometeram ajudar pequenos negócios a vender para os consumidores locais. A JD.com, por exemplo, anunciou um fundo de 200 bilhões de yuans (aproximadamente 27 bilhões de dólares) para esse fim.

Por que isso é importante?

O comércio eletrônico é um dos setores mais lucrativos do mundo – e a China é um de seus maiores protagonistas, especialmente nas exportações para os Estados Unidos. Se os produtos chineses forem retirados dessa equação, o ecossistema global de e-commerce poderá sofrer transformações profundas, ainda difíceis de prever.

Os sinais já estão claros: os gastos com publicidade nas redes sociais estão diminuindo. Empresas como Temu e Shein, que eram grandes anunciantes em plataformas americanas, estão revendo suas estratégias. Um analista declarou ao NYT que as startups chinesas estavam despejando enormes quantias em publicidade – mas esse fluxo pode estar prestes a secar.

Outras empresas podem tentar ocupar esse espaço, mas poucas terão os mesmos recursos financeiros. Muitas estão adotando uma postura de cautela.

E quanto ao mercado interno da China?

Por outro lado, os pequenos negócios chineses estão sendo incentivados a focar no público local em vez dos consumidores americanos. Isso pode marcar o início de um movimento semelhante ao que aconteceu no Canadá, com campanhas para que os consumidores comprem produtos nacionais.

Para as marcas chinesas, isso representa uma chance de aproveitar um mercado interno gigantesco – mas será que vai funcionar? Um comerciante da Feira de Cantão, em Guangzhou, disse à BBC: “Se eles não querem que exportemos, então que esperem. Já temos nosso mercado aqui, vamos oferecer os melhores produtos ao povo chinês primeiro”.

Ainda assim, o relatório destaca que a economia chinesa enfrenta dificuldades e é fortemente baseada em exportações. De acordo com dados citados pela BBC, entre 10 e 20 milhões de chineses trabalham diretamente com produtos destinados aos EUA.

Foto: WARC

Fonte: WARC

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