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Preços de tênis da Adidas e Nike devem subir depois das tarifas de Trump
07 de Abril de 2025

Preços de tênis da Adidas e Nike devem subir depois das tarifas de Trump

Muitos consumidores americanos serão afetados pelas novas tarifas de Donald Trump, inclusive, aqueles que gostam de comprar artigos esportivos e tênis.

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Será inevitável que os americanos não sofram com as novas tarifas anunciadas por Donald Trump, nos Estados Unidos. Entre alguns itens, temos os artigos esportivos e tênis.

Tudo isso porque o presidente tem como alvo países do Sudeste Asiático como, por exemplo, Vietnã e Camboja, local onde tem um número significativo de fornecedores da Nike, Adidas e Puma.

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Até o momento o que temos é a queda das ações das três marcas, após o anúncio da nova política tarifária, que aplicará tarifas de 46% sobre as importações do Vietnã, 49% sobre as do Camboja, 37% sobre as de Bangladesh, 32% sobre as da Indonésia e 34% sobre as da China.

“Especialistas estimam que a carga tarifária suportada pela indústria têxtil dos EUA aumentará de 15% para 30% com as novas tarifas de Trump. E esse setor pagará cerca de US$ 26 bilhões em tarifas este ano, mais que o dobro do valor pago no ano passado”, segundo informações do Marketing Directo.

Marcas terão que passar este novo custo de Trump para os consumidores

É quase impossível não pensar que as marcas deixarão de passar este aumento para os seus clientes, não é mesmo? Afinal de contas, temos tarifas acima de 40% em países como Vietnã e Camboja, onde os produtos são produzidos.

Segundo alguns especialistas do UBS, que foram consultados pela Reuters, o aumento, mais ou menos, deverá chegar entre 10% e 12%. Vale lembrar que só em 2024 os Estados Unidos importaram mais de US$ 15 bilhões do Vietnã em acessórios e roupas.

A Nike, por exemplo, em 2024, teve metade da sua produção de tênis e 30% de roupas realizadas no Vietnã. Já a Adidas, deixou 18% da produção de roupas e 39% da fabricação de tênis no país.

“No final, alguém terá que pagar o preço das tarifas”, comentou a Federação Internacional de Vestuário, que está em choque com as novas tarifas divulgadas por Donald Trump.

Um dos grandes desafios das grandes marcas de vestuário esportivo e tênis é fazer com que estas tarifas causem menor impacto para a sua produção e para os seus clientes.

Porém, é importante lembrar que “interromper a produção nos países do Sudeste Asiático e transferir uma grande parte da produção para os Estados Unidos, como Trump deseja, não é algo que pode ser feito da noite para o dia, e sua implementação total pode levar vários anos. E mesmo que a transição fosse bem-sucedida, os custos disparariam, os preços inevitavelmente começariam a subir, as margens de lucro seriam significativamente reduzidas e os consumidores poderiam acabar abandonando as marcas nas quais antes confiavam”, pontuou o Marketing Directo.

 

Foto: Unsplash

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