Um estudo de pesquisadores do Hospital Infantil de Boston e da Universidade de Harvard chegaram à conclusão de que as grandes redes sociais tiveram um lucro de “quase US$ 11 bilhões em receitas publicitárias de usuários menores de 18 anos residentes nos EUA no ano passado”.
“À medida que crescem as preocupações com a saúde mental dos jovens, mais e mais legisladores estão tentando introduzir legislação para restringir as práticas das plataformas de mídia social que podem causar depressão, ansiedade e distúrbios alimentares em jovens”, contou a autora sênior, Dra. Bryn Austin, professora e diretor fundador da Iniciativa de Treinamento Estratégico para a Prevenção de Transtornos Alimentares, à publicação.
De acordo com o estudo, as principais plataformas são: TikTok, Twitter, Google, Facebook, X, dentre outros. “Embora as plataformas de redes sociais possam alegar que podem auto-regular as suas práticas para reduzir os danos aos jovens, ainda não o fizeram”, continuou Austin, “e o nosso estudo sugere que têm incentivos financeiros esmagadores para continuar a adiar a tomada de medidas significativas para proteger as crianças.”
Instagram é a rede social que mais rende publicidade para menores de idade
Entre os usuários que possuem de 13 a 17 anos, a rede social que mais rendeu publicidade para menores de idade foi o Instagram, que arrecadou mais de US$ 4 bilhões. Já o TikTok, ficou com a medalha de prata com US$ 2 bilhões. Na terceira colocação, o YouTube conseguiu US$ 1,2 bilhão.
Quando olhamos para as crianças ainda mais novas, o YouTube passa na frente de todas as redes sociais, com US$ 959,1 milhões. Na segunda posição, o Instagram arrecadou US$ 801,1 milhões. Com US$ 137,2 milhões, apareceu o Facebook.
“Nossa descoberta de que as plataformas de mídia social geram receitas publicitárias substanciais entre os jovens destaca a necessidade de maior transparência de dados, bem como de intervenções de saúde pública e regulamentações governamentais”, comentou a autora principal, Dra. Amanda Raffoul, instrutora de pediatria na Harvard Medical School.
Segundo informações com a publicação, os reguladores e legisladores dos Estados Unidos passaram a controlar ainda mais as tecnologias, principalmente, quando estamos falando dar proteção às crianças.
“Crianças e adolescentes em idade escolar podem ser capazes de reconhecer a publicidade, mas muitas vezes não conseguem resistir-lhe quando está incorporada em redes sociais confiáveis, incentivada por celebridades influenciadores ou entregue junto a conteúdo personalizado”, escreveu o Fortune sobre a publicidade para menores de idade.
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