A Skol encomendou um estudo ao Ibope para saber como nós nos posicionamos em relação ao preconceito. O estudo mostra que o brasileiro não se vê como preconceituoso. Mas, os números mostram outra coisa.
Segundo a pesquisa Skol Diálogos, realizada pelo Ibope entre 16 e 21 de setembro, com mais de duas mil pessoas (numa amostra representativa da população), 17% dos brasileiros se declararam preconceituosos. Porém, entre os que não admitiram ter esse comportamento, 72% já fizeram algum comentário preconceituoso.
Resultados
Os dados revelam que muitos não percebem como o problema está enraizado no país. E esse é um ponto importante do trabalho. “O resultado faz pensar. Porque muitas pessoas não se dão conta de que podem estar ofendendo alguém”, afirma Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing de
O preconceito mais declarado é a homofobia, com 29% das respostas. Mas há frases e comentários, feitos no cotidiano, que indicam como certos pré-julgamentos ficam camuflados. De acordo com a pesquisa, o preconceito mais prevalente é o machismo (61%), que se materializa na frase “Mulher tem que se dar ao respeito”, ocomentáriomais identificado pelos entrevistados.
Depois do machismo, estão o preconceito racial (46%), o contra a comunidade LGBTQs (44%) e a gordofobia (30%). E, fora a frase sobre a mulher, que é o comentário preconceituoso mais ouvido por aí, outras declarações comuns são: “Não sou preconceituoso. Até tenho um amigo negro”, “Pode ser gay, mas não precisa beijar em público”, e “Ela/ ele é bonita (o), mas é gordinha (o)”.
Outro dado revelado pelo trabalho é que boa parte da população não reage quando se depara com um ato ou fala de intolerância. De acordo com os dados, 45% dos brasileiros percebem se um comentário feito por alguém de seu convívio é preconceituoso. Apesar disso, metade deles não toma nenhuma atitude diante da situação. Entre as pessoas que reagem, 60% são mulheres.
A Skol decidiu encomendar esse estudo para entender melhor como se configura o preconceito no Brasil. Há alguns anos, como lembra Maria Fernanda, a empresa e a própria Ambev vem discutindo internamente questões como o feminismo e o respeito à diversidade. “
