A Nike se viu no centro de uma polêmica internacional devido a um anúncio controverso veiculado em uma de suas lojas em Boston, por ocasião da maratona.
O anúncio polêmico apresentava o slogan “Corredores são bem-vindos. Caminhantes são tolerados”, o que gerou críticas furiosas nas redes sociais, onde muitos lamentaram a natureza elitista e excludente de uma mensagem considerada infeliz.
A controvérsia em torno do anúncio foi tão intensa que a Nike foi obrigada a recuar e remover o pôster. O anúncio original, tão criticado, foi substituído por um pôster com uma mensagem muito mais inclusiva: “Boston sempre te lembrará que o movimento é o que importa”.
“Queremos que mais pessoas se sintam acolhidas no mundo da corrida, independentemente do seu ritmo, experiência ou distância”, disse a fabricante americana de artigos esportivos à AdAge. “Para a Maratona de Boston, veiculamos uma série de anúncios para incentivar os corredores, e um deles não atingiu o objetivo. Retiramos o anúncio e aproveitaremos esta oportunidade para melhorar e continuar apoiando todos os corredores”, acrescentou a Nike.
Repercussão negativa expõe desafios da Nike além da nova campanha da marca esportiva
Antes mesmo de a Nike retirar o anúncio, a repercussão nas redes sociais já indicava forte rejeição à mensagem. Usuários destacaram que muitos participantes da Maratona de Boston percorrem parte, ou até todo, o trajeto caminhando, o que tornaria o slogan ainda mais inadequado. Outros ressaltaram que provas desse porte reúnem perfis diversos, de atletas experientes a iniciantes, e criticaram a marca por não refletir essa pluralidade em sua comunicação.
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O episódio chama atenção por contrastar com o histórico da empresa, conhecida por valorizar conquistas esportivas sob o lema “Just Do It”. A controvérsia abriu espaço para que concorrentes se posicionassem. Marcas como Hoka e Altra publicaram mensagens destacando a inclusão de todos os tipos de corredores, incluindo aqueles que optam por caminhar durante provas.
A crise de imagem ocorre em um momento delicado para a companhia. Nos últimos anos, a Nike tem enfrentado dificuldades para se reconectar com consumidores que demandam maior inovação no setor esportivo.
Sob a liderança do novo CEO, Elliott Hill, a estratégia para impulsionar as vendas ainda não apresentou resultados consistentes. A receita permaneceu estável no primeiro trimestre, e a empresa já sinalizou uma possível retração de 2% a 4% nas vendas para o segundo trimestre de 2026.
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