Coluna de Elóy Simões publicada em 11 de junho de 2013
- O professor está almoçando no restaurante de uma Universidade.
Chega o Joãozinho com sua bandeja e se senta ao seu lado. O professor diz:
– Um porco e um pássaro não se sentam juntos para comer.
O Joãozinho responde:
– Pois então, eu saio voando – e troca de mesa.
O professor “roxo” de raiva decide vingar-se na próxima prova, mas o Joãozinho responde todas as perguntas brilhantemente.
Então o professor lhe faz a seguinte pergunta:
– Você está caminhando pela rua e encontra uma bolsa, dentro está a sabedoria e muito dinheiro. Qual dos dois você pega?
E o Joãozinho responde sem titubear:
– O dinheiro.
E o professor lhe diz:
– Eu, em seu lugar, teria agarrado a sabedoria. O que acha?
– Cada um pega o que não tem, responde Joãozinho.
O professor, já histérico, escreve em uma folha da prova: “IDIOTA”, e a devolve ao Joãozinho.
– Joãozinho pega a folha e se senta. Depois de alguns minutos se dirige ao professor e diz:
– O senhor assinou minha prova, mas não me deu a nota.
(Enviado por Eliana Haesbaert)
2. Outro dia (07.06.2013)o jornal Valor Econômico publicou matéria assinada por Andrew Edgecliffe-Johnson, do Financial Times sob o título A missão de transmitir o significado emocional das marcas.
A matéria especulava sobre a razão que levou grupos importantes de anunciantes norte-americanos a prorrogar, entre 75 a 120 dias o pagamento às agências de publicidade.
E dá uma informação muito importante: segundo pesquisa realizada pelo grupo de comunicação Havas, a maioria das pessoas não se importaria se 73% das marcas sumissem.
Destaco dois parágrafos dessa matéria:
“Em mercados maduros, a saturação da marca pode ser parte do problema. Não se precisa passar muito tempo num supermercado americano para concluir que há simplesmente um excesso de marcas sem importância.”
“E, o que é mais importante, grande parte das marcas tem feito promessas que não consegue cumprir. Pouco menos de um terço dos consumidores acha que a comunicação das marcas é sincera, o que resulta num crescente descrédito.”
3. Isso me leva s perguntar: como você está procedendo para veicular campanhas onde cada promessa feita possa ser comprovada na prática? Mais: qual o esforço de comunicação que você está fazendo para que tais promessas sejam confiáveis?
E você, anunciante, está oferecendo produtos realmente úteis ao consumidor?
Uma dica está, certamente, no corpo da matéria reproduzida pelo Valor:
“… o estudo mostra que os consumidores recompensam marcas que os ouvem; que oferecem boa qualidade;marcas de produtos inovadores a preços justos; que tornam sua vida mais feliz, mais fácil e mais saudável; e que apoiam o meio ambiente, a economia e comunidade.”
4. Sem dúvida, é um novo momento. Aquele em que o consumidor ficou arisco. E esperto, age como o Joãozinho: você pensa que ele vai responder à sua mensagem de um jeito, mas ele reage de forma totalmente diferente.
Se isso é verdade, e eu acho que é, fique atento: estude cada vez mais o marketing e o processo de comunicação. Ou terá surpresas muito desagradáveis.
