17/02/09 –
Presidente do Sinapro/SC fala sobre o otimismo do setor.
Engana-se quem acha que a publicidade catarinense saiu de um desempenho acima da média nacional, no último ano, direto para os braços da crise, em 2009. O mercado em Santa Catarina mostra fôlego não só para atravessar o período de turbulência, mas também para apresentar crescimento, mesmo em meio a todo o alarde internacional. ???Ainda não consegui enxergar crise alguma???, atesta Daniel Araújo, presidente do Sinapro-SC (Sindicato das Agências de Propaganda de Santa Catarina). Para ele, é fato que o problema se abateu sobre grandes corporações, mas ainda está longe do consumidor final.
Segmentos anunciantes
Entre os setores que ajudam a manter esse otimismo, mesmo diante das previsões que vislumbram um cenário contrário, está o da construção civil, um grande anunciante, que entrou 2009 sem dar sinais de que pisará no freio. “A crise pode ser vista também como uma oportunidade. ?? a chance de se diferenciar e divulgar essa distinção através da comunicação. A propaganda pode ser uma arma muito eficiente neste período, como já provou historicamente”, avalia Daniel.
O presidente do Sinapro-SC cita Florianópolis como exemplo de prosperidade, com muitos investimentos no setor imobiliário e lançamentos de shoppings. Daniel Araújo acrescenta ainda que os problemas que atingiram em cheio alguns setores em nível nacional não tiveram a mesma repercussão por aqui. ?? o caso da indústria automobilística. ???O mercado catarinense apresentou uma queda 50% menor em relação à nacional”, reitera ele, lembrando que clientes de sua agência, como a Döhler, registram vendas em fevereiro de 2009 inclusive superiores ao mesmo período do ano passado.
Daniel Araújo cita que o Diário Catarinense – jornal editado em Florianópolis e líder em tiragem e circulação no Estado – do último domingo, 15/02, trouxe uma reportagem que reforça a confiança no desempenho positivo da economia catarinense para este ano. A matéria revela que a série de investimentos previstos para o Estado irá superar os R$ 800 milhões e responder pela geração de cerca de seis mil empregos nos setores da construção civil, indústria e comércio. E o melhor, ressalta Daniel: os investimentos estão bastante pulverizados por todo o Estado.
