A verba destinada para compra de mídia no ano passado pelo governo federal diminuiu 24%. Trata-se da maior queda de um ano para o outro desde o ano 2000.
O valor caiu de R$ 2,450 bilhões em 2014 para R$ 1, 860 bilhão em 2015, que foi o primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Até então, a maior queda havia sido observada em 2002, último ano da gestão Fernando Henrique Cardoso, quando a diminuição foi de 20%. Também ocorreram quedas no investimento em mídia em 2003 (-12%) e 2007 (-17%), nos governos Lula; e em 2011 (-7%) e 2014 (-6%), já com Dilma presidente. Em todos os outros exercícios, desde 2000, houve aumento em relação aos anos anteriores.
Os valores até 2014 estão indexados pelo IGPM-FGV (índice médio do ano base 2015: 586,426). Os valores de 2015 são correntes (nominais), e os totais se referem apenas à compra de espaços na mídia, não incluem, portanto, verbas de patrocínios, publicidade legal e o investimento na produção publicitária. Como referência, em 2014 o investimento em patrocínios somou R$ 1,42 bilhão.
De acordo com o Meio e Mensagem, Em 2015, as maiores diminuições na presença da publicidade do governo federal e das estatais se deram na mídia impressa. Nas revistas a queda foi de 44%, e nos jornais, de 42%. Por outro lado, o único meio que recebeu mais verbas da publicidade estatal foi a internet, com alta de 12% no ano passado.
Apesar disso, a televisão, considerando canais abertos e fechados, continua recebendo a maior parte do dinheiro. Em 2015, a fatia da TV foi de 66%. Confira abaixo os valores destinados a cada mídia.

