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Dalton Pastore fala ao AcontecendoAqui sobre a importância do V Congresso Brasileiro de Comunicação neste momento de grandes mudanças
22 de Março de 2012

Dalton Pastore fala ao AcontecendoAqui sobre a importância do V Congresso Brasileiro de Comunicação neste momento de grandes mudanças

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Na noite de ontem na sede da FIESC em Florianópolis a ABAP-SC recebeu o Road Show da ABAP Nacional pilotado pelo publicitário Dalton Pastore que apresentou para uma plateia, na sua maioria formada por veículos de comunicação e poucas agências de publicidade, os 13 temas* que compõem o V Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, que acontecerá em São Paulo de 28 a 30 de maio e que terá como estrela o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, que irá abrir o evento.

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Daniel Araújo, presidente do capítulo catarinense da ABAP, fez a abertura do evento mostrando satisfação com a inclusão de Santa Catarina na turnê que a entidade está fazendo pelas principais praças publicitárias do país. "Trata-se do evento mais importante para a indústria da comunicação, onde estamos inseridos, e eu recomendo a quem puder que participe do Congresso, pois é uma experiência enriquecedora. No IV Congresso fomos uma das presenças mais notadas, pois a caravana era formada por vários profissionais catarinenses e neste quinto não faremos por menos", disse Araújo.

Destaque para a Regionalização
No meio de sua apresentação, Dalton Pastore deu destaque a um dos temas do Congresso que vai tratar da regionalização, assunto que interessa a todos os profissionais e empresas que atuam em mercados menores como Santa Catarina. "No 4° Congresso nós falamos da Regionalização das contas publicitárias, que no meu modo de ver é uma discussão ultrapassada. Não dá para a gente ganhar negócios com base na legislação, proteção de mercado, já não cabia no mundo de 2008, muito menos em 2012. Então nós vamos discutir um outro patamar muito mais inteligente, muito mais amplo. Nós vamos discutir, por exemplo, o que falta para que um grande talento regional conquiste o mercado nacional. Antigamente se dizia, "bom, se você não estiver em São Paulo você está fora do mercado brasileiro". Isso não é mais verdade. Eu posso estar fora do mercado de São Paulo e trabalhar e fazer negócios a partir do meu notebook, do meu celular, de qualquer outro lugar.  Se você pegar na área de publicidade, as agências mais criativas dos Estados Unidos hoje não estão em Nova Iorque e são consideradas as mais criativas do mundo. Na Inglaterra já tem agência extremamente criativa que não está em Londres. O que falta para a gente ter programas de rádio, meios de comunicação no mercado nacional? Vamos discutir no V Congresso", declarou Pastore

A importância do V Congresso
AcontecendoAqui entrevistou Dalton Pastore e traz aos seus leitores uma reflexão do publicitário sobre o que de bom surgiu nos Congressos anteriores e sua expectativa com o que será debatido nesta quinta edição. Confira a seguir:

Emílio Cerri realizou um podcast com Daniel Araújo e Dalton Pastore que está publicado no site do Sinapro/SC. Clique aqui para ouvir. 

* 13 temas do V Congresso

1) O futuro da profissão – Com todas as revoluções pelas quais vem passando a comunicação, que tipo de perfil precisarão ter os profissionais dos próximos anos. Como as principais escolas de comunicação do mundo estão preparando seus alunos para o mercado. Uma pesquisa global entre escolas de comunicação será produzida pela ESPM. As opiniões de professores de grandes escolas globais de comunicação.

 
2) As empresas de comunicação brasileiras, o mercado global e a marca Brasil – Na era da globalização, quais as oportunidades de internacionalização das empresas brasileiras de comunicação. O Brasil tem excelência em diversas áreas da comunicação, com empresas de todos os portes e profissionais de todos os segmentos. Que oportunidades têm estas empresas e profissionais para conquistar o mercado internacional. E quais as barreiras para que isso se torne realidade.
 
3) Comunicação, crescimento econômico e desenvolvimento humano – A contribuição da Indústria da Comunicação ao crescimento econômico, desenvolvimento e inclusão social. Estamos cumprindo nosso papel? A indústria da comunicação e os entraves ao desenvolvimento: corrupção, burocracia, carga tributária.
 
4) Liberdade de expressão e democracia – A intimidade desta relação e a dependência que uma parte tem da outra. O Estado-Babá e a proteção aos leitores, telespectadores, ouvintes e consumidores. Regulação, tutela e educação. O direito de informar e o direito à informação. Os riscos e as ameaças à liberdade de expressão plena. Legislação, regulação e independência editorial. Sociedade de consumo e consumo consciente. Consumo e desenvolvimento. O papel da educação no “bom arbítrio”. Educação versus Tutela.
 
5) Comunicação one-to-one: personalização versus privacidade – As novas tecnologias e as novas técnicas de comunicação personalizada. E os limites dela. Até onde a tecnologia pode personificar a comunicação. E até onde o consumidor quer ser identificado. As ferramentas de captação de informações sobre consumidores e seus hábitos, o uso mercadológico destas informações e, em contrapartida, a ética e o direito à privacidade.
 
6) As novas tecnologias e as novas fronteiras da mídia – Uma nova definição de midia. As novas tecnologias, as novas alternativas e até que ponto elas irão revolucionar o modelo atual de comunicação. Mais do que um cenário repleto de novas midias, estamos vivendo um cenário de redefinição do que é midia. De quanto será o mercado em 2014 ou 2016. Como planejar com tantas novas alternativas. O consumo de mídia e as novas gerações. Como a indústria da comunicação deve se preparar para os novos desafios impostos pela expansão do conceito de mídia. E como se aproveitar deles para melhor cumprir seu papel.
 
7) Sustentabilidade e comunicação – O painel será três discussões: Consciência e Prática (Consciência plena do sentido amplo de sustentabilidade. Sintonia entre consciência e prática. Relações de negócios visando a longevidade de fornecedores, parceiros e clientes. Política de espremer um fornecedor com práticas comerciais leoninas, imprimir carão de visita em papel reciclado e se anunciar como “empresa amiga da sustentabilidade”); Sociedade de Consumo e Sociedade Sustentável (A comunicação é a ferramenta do consumo. Mas de consumo sustentável. Consciente); e Contribuições da comunicação para que o país se torne referência em sustentabilidade (O que cada setor da indústria da comunicação deve fazer par cumprir sua parte e como pode influenciar a sociedade como um todo a adotar comportamentos em favor da sustentabilidade).
 
8) Criatividade e sucesso – Comunicação, criatividade e sucesso: como estreitar esta relação e torná-la evidente. A indústria da comunicação é a indústria da criatividade e da inovação? Pode ser mais? Como a nossa criatividade pode contribuir para o nosso sucesso e para o sucesso dos nossos parceiros de negócios, clientes e consumidores. E como evidenciar a relação criatividade / sucesso em benefício da expansão da indústria.
 
9) O consumidor com a palavra – As redes sociais deram voz ao consumidor. O SAC, uma conquista recente dos consumidores, será substituído pelas redes sociais, sobre as quais ninguém tem controle? Como entender o consumidor neste novo cenário, em que todos falam mesmo sem serem chamados a falar.
 
10) Propriedade intelectual, legislação e ética – Como a indústria da criatividade deve valorizar e proteger seu ativo de maior valor: a ideia. A importância e a contribuição das ideias na geração de riquezas. Legislação: como é hoje e o que precisa ser feito. Como o assunto é tratado em outros países.
 
11) Novos caminhos para criar e fortalecer marcas – A fragmentação da mídia, a exigência de novas competências para acertar o consumidor-alvo e a relevância atual e futura dos novos formatos de comunicação. Como atingir o consumidor num cenário de mudanças no consumo de mídia e no comportamento dos consumidores. Os novos formatos serão capazes de criar e fortalecer marcas, gerar preferência e conquistar a fidelidade do consumidor?
 
12) Regionalização – A força e a importância do “regional” num mundo globalizado. O desenvolvimento da indústria da comunicação nos mercados regionais. Conteúdo e cultura nacional. As oportunidades regionais em um País que cresce. Se o trabalho “não é mais um lugar”, como incentivar o surgimento e o desenvolvimento de empresas e talentos em qualquer parte do Brasil?
 
13) Grandes eventos: desafios e oportunidades – Além da Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016, o destaque que o Brasil passa a ocupar no cenário global deverá atrair cada vez mais grandes eventos ao país. Como a indústria da comunicação deve se preparar para enfrentar os desafios técnicos e de legislação. E como aproveitar as oportunidades que os grandes eventos trarão ao setor.
 

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