O Clash Royale apresentou sua mais recente campanha publicitária, intitulada “Fill Them with Fear” (“Encha-os de Medo”, na tradução literal), desenvolvida pela Uncommon Stockholm.
A peça chama atenção pelo uso de 10.487 balões na construção dos personagens, em um filme que combina humor e mistério e foi produzido integralmente de forma manual, sem o uso de efeitos digitais.
A iniciativa integra a estratégia do jogo de expandir continuamente seu universo, incorporando novas mecânicas e elementos narrativos para reforçar o caráter competitivo. A proposta é manter o engajamento dos jogadores por meio de experiências dinâmicas dentro do ecossistema.
O conceito criativo da campanha gira em torno do “medo”, inspirado na introdução do Balão Heróico, uma nova carta que atua como unidade aérea capaz de lançar bombas de alto impacto.
Ao ser destruída, a carta ainda provoca dano significativo, ampliando seu potencial estratégico nas partidas.
Produção artesanal dá vida a universo sombrio em nova campanha de Clash Royale
A nova campanha de Clash Royale foi produzida pela Blinkink no Clapham Road Studios, em Londres. As esculturas de balão ficaram a cargo da Airigami, responsável por criar personagens com aparência ao mesmo tempo sinistra e caricata, cujas formas levemente distorcidas provocam estranhamento e humor. O cenário traduz visualmente a pressão crescente na arena do jogo, culminando na chegada de um novo herói com potencial destrutivo.
O filme aposta em uma estética sombria reforçada pelo desenho de som. Embora as criaturas remetam ao terror, o áudio revela o ar escapando de seus corpos a cada movimento, criando um contraste cômico.
A trilha sonora constrói uma atmosfera de tensão e grandiosidade, inspirada em produções de terror e aventura, enquanto os assobios e chiados típicos dos balões acrescentam leveza à narrativa.
No clímax, quando a tensão atinge seu auge e a cena culmina em explosões, a sequência é embalada pela canção 99 Red Balloons, da Nena, ampliando o tom irônico da produção.
Toda a execução foi baseada em efeitos especiais práticos, sem recursos digitais. Os personagens foram manipulados por marionetistas, enquanto as explosões foram criadas com misturas de pó colorido e glitter.
Segundo Larry Moss, artista da Airigami, o trabalho com balões exige agilidade devido à sua natureza frágil. Ele afirma que todo o universo do filme foi construído em menos de uma semana.
Para Björn Ståhl, diretor criativo da Uncommon Stockholm, a escolha por técnicas manuais foi intencional. Em contraste com a predominância de soluções digitais e inteligência artificial, a proposta buscou transmitir um senso de autenticidade humana, presente tanto na execução quanto no conceito criativo.
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