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Chico Socorro completa 50 anos de carreira, publica artigo ‘O atendimento não morreu…’ e recebe homenagem
01 de Fevereiro de 2006

Chico Socorro completa 50 anos de carreira, publica artigo ‘O atendimento não morreu…’ e recebe homenagem

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01-02-06 – Um dos profissionais mais competentes, sensatos e corretos que a propaganda brasileira conheceu completa hoje, 1º de fevereiro de 2006, 50 anos de profissão, dos quais 18 foram desempenhados em Santa Catarina.

Chico Socorro estudou Ciências Sociais na USP (1963-64) e graduou-se em Sociologia e História da América Latina pela Universidade de Leipzig, Alemanha, em 1968. Atuou em grandes agências e anunciantes como a Thompson, Bonturi & Barone, Propague, Carlos Paulo, Hering, Hoechst.
Leia nesta página o artigo escrito por Chico Socorro especialmente para os leitores do AcontecendoAqui, onde ele garante que “O Atendimento não morreu.  E nunca morrerá.” Ao final do artigo encontram-se um currículo resumido e mensagens de velhos companheiros e amigos do mestre Chico.

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Artigo
O Atendimento não morreu.  E nunca morrerá.
por Francisco Socorro
Este artigo foi inspirado na notícia de que a Fischer América decidiu extinguir a área de Atendimento

01-02-06 – Há 50 anos, no dia 1º. de fevereiro de 1956, um menino de 15 anos começava no seu primeiro emprego, como office-boy na filial brasileira de uma agência de publicidade que, historicamente, tinha inventado a  Publicidade como categoria profissional: JWT. Endereço: Rua Boa Vista, 51, centro da cidade de São Paulo.  Extasiado com aquele mundo novo, ele percorre os vários andares em que a agência estava instalada. Caminhando pelos corredores, chamou a sua atenção a palavra Media, escrita numa placa – mais tarde lhe explicarem o seu significado, plural  latino de Médium, meio,  e mais tarde, ???naturalizada??? como Mídia.

O menino não poderia imaginar que, depois de breve passagem pelo departamento de Expedição, onde ficavam os office-boys, ele mesmo iria se iniciar, profissionalmente, na Mídia. Mas no andar que percorreu a seguir, outra palavra mais acessível chamou a sua atenção: Representantes. O que significaria? Logo nas primeiras semanas ele percebeu que a palavra usada pra designar os representantes era Contacto, com esse  c esquisito. Anos depois, o Contacto virou Homem de Atendimento (mulheres, em geral, ocupavam o cargo de secretárias, telefonistas,etc).

Para encurtar a história, aquele menino, o signatário, depois de breve passagem pela Mídia da JWT e depois Almap, migraria, definitivamente, para o Atendimento. Na época, um  verdadeiro upgrade profissional, pois desde os primórdios da atividade publicitária em nosso país, até meados da década de cinqüenta, o  Atendimento era a área de maior importância e prestígio dentro das agências de publicidade, exercendo hegemonia sobre as demais. Durante  todo esse longo período, o Atendimento detinha o monopólio da ligação “?Cliente-Agência”.

No Atendimento, fui testemunha da evolução técnica da Criação nos anos setenta. Logo a seguir, da evolução técnica da Mídia. No final da década de setenta (1978) a área de Atendimento reconhece que estava ficando para trás e procura também o caminho da qualificação técnica.  Sinalizando essa nova consciência, cria o Grupo de Atendimento em São Paulo para congregar os profissionais da área.

Em abril de 1978, no III Congresso Brasileiro de Propaganda, o Grupo de Atendimento apresenta uma tese sobre a necessidade imperiosa de reciclar-se a área e de atribuir-lhe  novos papéis profissionais, sob pena de ter a sua importância cada vez mais questionada pelos outros companheiros. Visto por outro ângulo, também eles são Atendimento, uma vez que a essência do nosso negócio é  atender o Cliente.

Que novos papéis o Atendimento reivindicava em 1978 para estar à altura da Criação e da Mídia?
Vale reproduzir aqui as seis conclusões propostas na tese apresentada pelo signatário em nome do Grupo de Atendimento de São Paulo no III Congresso e que  deveriam nortear o comportamento dos profissionais da área nas quase três décadas que nos distanciam daquele evento máximo da categoria, momento histórico da Publicidade Brasileira.

1ª. Conclusão:
O Profissional de Atendimento precisa estar preparado profissionalmente para uma nova era de intensa competitividade comercial dos Clientes e conseqüente elevação do grau de exigência profissional das Agências e do setor de Atendimento em especial;

2ª. Conclusão:
O Profissional de Atendimento será convocado, já nos próximos dez anos, a assumir, gradativamente, um novo e importante papel junto aos seus Clientes na medida em que as técnicas e procedimentos de Marketing vão sendo assimilados e mais amplamente aplicados pelas empresas ainda infensas a essa mentalidade comercial;

3ª. Conclusão:
O novo Profissional de Atendimento será mais capacitado tecnicamente na medida em que ele continuará a ser o principal Assessor do Cliente na área de Comunicação;

4ª. Conclusão:
O Profissional de Atendimento deverá aprimorar-se nas técnicas de Planejamento, pois esta função é, historicamente, uma função inalienável do Atendimento;

5ª. Conclusão:
O setor de Atendimento defende o princípio de que o trabalho dentro da Agência é atividade essencialmente de equipe. Coerente com essa postura, rejeita quaisquer tentativas de hegemonia de uma ou outra área da Agência;

6ª. Conclusão:
A exemplo de outras categorias (áreas técnicas), o Atendimento acredita ser legítima e válida a união dos elementos da área em torno de uma entidade representativa. No caso dos profissionais de Atendimento [de São Paulo] essa entidade, embora incipiente, é o Grupo de Atendimento, que precisa ser fortalecido em benefício do próprio setor.

Para finalizar: não acredito na extinção da área de Atendimento das Agências de Publicidade. Em primeiro lugar porque é preciso um profissional generalista para coordenar internamente o trabalho dos especialistas ??? Criação, Mídia, Produção,etc. E aqui vale lembrar aquele argumento incontestável de que o Atendimento é como um Maestro de uma  Orquestra: ele não precisa tocar todos os instrumentos, mas precisa conhecê-los, ter o domínio dos mesmos.

Em segundo lugar, no meu entendimento, o Atendimento não poderá ser extinto ou substituído em suas funções por uma razão  muito simples: nem o Planejamento e muito menos a Criação têm vocação e condições efetivas de coordenar a miríade de fios que interligam a relação Cliente-Agência.

Quanto à necessidade, cada vez mais imperiosa, de reciclagem, de aprimoramento técnico-profissional, as seis conclusões de 1978 reproduzidas acima merecem, de parte dos inovadores e dos profissionais de Atendimento, apesar do tempo decorrido, ao menos uma leitura e reflexão.

Observação:
A denominação Homem de Atendimento, do texto original da tese apresentada no III Congresso em 1978 foi substituída neste artigo pela expressão Profissional de Atendimento, cargo hoje ocupado, majoritariamente, por competentes mulheres.

Francisco Socorro, [email protected]
Ex Profissional de Atendimento, hoje Consultor de Comunicação e Marketing

Currículo resumido de Chico Socorro
FRANCISCO SOCORRO
Estudou Ciências Sociais na USP (1963-64) e graduou-se em Sociologia e História da América Latina pela Universidade de Leipzig, Alemanha, em 1968.
Trajetória profissional
Iniciou sua carreira profissional na Publicidade em 1956 na J.W. Thompson, em São Paulo como Assistente de Mídia.
De 1958 a 1978 passou por inúmeras Agências de Publicidade em São Paulo, sempre na área de Planejamento e Atendimento.
Em 1979 transferiu-se para a área de Marketing da Cia. Hering, Blumenau.
Em 1985, ocupou o cargo de Gerente de Publicidade da Hoechst do Brasil.
Em 1986 retornou ao mercado de Agências de Publicidade como Diretor de Atendimento e Associado da Bonturi & Barone, São Paulo.
No início dos anos 90 transforma-se em Consultor de Marketing & Comunicação.
Em 1994 retornou à Santa Catarina, agora Florianópolis, ocupando o cargo de Diretor Executivo da Propague.
Em 1996 ajudou a criar a ONG Associação Parceria contra Drogas -APCD em São Paulo, da qual foi o seu primeiro Diretor Executivo. Representa atualmente  a APCD em Santa Catarina.
Em 1997 criou em Florianópolis a Casa da Comunicação, entidade que reunia na época o Sindicato das Agências de Publicidade de Santa Catarina e a ABAP, Associação Brasileira de Agências de Publicidade, capítulo catarinense.
De 1999 a 2002 ocupou o cargo de Diretor Executivo da Carlos Paulo Propaganda, Florianópolis.
Em 2003 retorna, em tempo integral, à atividade de Consultor de Marketing & Comunicação, baseado na cidade de Florianópolis, onde fixou moradia.

Leia o depoimento dos amigos do Chico Socorro

Chico Socorro
“Posso dizer que conheço um pouco do Chico. ?? meu professor. Nosso convívio, desde que criei a INCA, tem sido quase diário.
??? Estamos on line. Como ele gosta de dizer. O Chico foi uma das primeiras pessoas para quem contei sobre a decisão de criar uma nova empresa, com método próprio e filosofia de trabalho diferenciada. Ele apoiou a iniciativa, imediatamente. E depois, junto com o Emílio Cerri, acompanhou cada passo, alertando, corrigindo e ensinando. E hoje, quero lhe dar  parabéns e agradecer. O Chico para mim é referência de integridade e capacidade. Nossa atividade vem sofrendo tantos ataques que precisamos de uma referência como essa para seguir em frente.
Professor Francisco, vamos para mais cinqüenta!
Grande “abraço Mestre Chico”.
Adir Mazzuco Jr.

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O Velho Chico
“Os 50 anos do Chico Socorro trouxeram-me a lembrança do S. Francisco. Como aquele caudaloso rio faz por onde passa,  Chico Socorro sempre fertiliza e beneficia lugares e pessoas com a sua sabedoria, ética e conhecimento.
Da mesma forma que o São Chico, Socorro vai, com sua fala inteligente, levando a gente a deliciosas viagens através da mais moderna técnica publicitária, de saborosas histórias que nada mais são do que grandes lições de vida e dos sonhos que desperta. (Chico é dessas pessoas que nunca deixam de sonhar.)
Como o S. Francisco, Chico Socorro não se desvia do rumo que decidiu tomar, aconteça o que acontecer. (Se um dia conseguirem, sorte dos lugares onde Chico chegar, porque ficarão melhor.)
Tempestades não os abalam, o rio e o profissional de comunicação marketing. Podem provocar cheias capazes de inundar ??? cada um à sua maneira ??? as margens. No que diz respeito ao Chico Socorro, as margens somos nós, e isso é ótimo, porque quando o curso volta ao normal, a gente percebe que tudo ficou melhor. Chico e nós, que convivemos com ele.
Assim como todas as pessoas que se beneficiam do rio, queremos ??? eu e todas as pessoas que  tiveram algum relacionamento com o Chico ??? que ele continue assim por, no mínimo, mais 50 anos. Porque precisamos da sabedoria dele: eu, você, as empresas do setor, o setor. (Feliz do setor que tem sempre à disposição uma cabeça dessas, embora, infelizmente,  nem sempre a utilizem, como seria de bom senso utilizar).

Elóy Simões

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A propaganda precisa de muitos Chicos.
“Essa é a verdadeira história, embora não completa.

Francisco Socorro chegou ao Rio lá por 1970, levado pela JMM Propaganda. Vinha de São Paulo, onde já dera vários bailes de talento no planejamento e o atendimento, áreas ditas “menos criativas” – o que é, obviamente, um percepção equivocada e burra.
Digo isso porque acompanhei de muito perto o trabalho do Chico “Help” na direção do atendimento de diversas grandes, médias e pequenas contas, entre elas a do Banco Nacional (21 empresas). Em todas, o Chico sempre foi perfeccionista: muito técnico e rigoroso, mas sem afetação porque é um cara simples. Mente aberta, ousado, inovador e visionário. Algumas vezes, beleza, até meio maluquinho como a gente!
Seguindo: quando Chico aportou no Rio, a JMM passava por um momento de crise. Precisava se reconstruir e buscava desesperadamente um diretor de criação. Estava difícil. Então, Chico convenceu o Cid Pacheco (diretor técnico) a publicar um anúncio no Globo.
Nesse tempo, éramos cinco cabeludos/barbudos publicitários, que vestiam calças boca de sino e gravatas extravagantes de flores e manchas, reunidos numa pequena agência de Brasília chamada Grupo Jovem: Lula Vieira (criação), Ataíde Lopes (produção), o espanhol Marcelo Martinez Ramos (diretor de arte), Dario Miotto (mídia) e eu. Estávamos atendendo um cliente no Rio quando vimos o tal anúncio e resolvemos propor uma loucura (loucura era com a gente mesmo): em vez de contratar um diretor de criação, contratem uma equipe inteira!
O Cid e João Moacir de Medeiros (o JMM) acharam que aquilo era, no mínimo, uma extravagância. Mas Chico insistiu, nos defendeu e fomos todos prá mesma casa no Largo da Carioca. Lá, encontramos outro Chico (Abréia) e Valdir Siqueira começando suas carreiras
No tempo que ficamos juntos, sem falsa modéstia, fizemos um trabalho excepcional e premiadíssimo. ?? frente do atendimento, organizado, detalhista, mestre do bom briefing, o nosso Chico.
Perdi o Chico de vista por alguns anos até que nos reencontramos na Propague. Para minha alegria e privilégio, seu talento continua bem pertinho e nos falamos todos os dias, sem falta.
Ele está completando 50 anos de carreira, mas, creiam em mim, continua o mesmo Chico Help de 1970. Um profissional especial, raro. E um amigo pra se guardar a sete chaves.

Ah, que bom seria se a propaganda tivesse muitos Chicos como esse!”
Emílio Cerri

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“Hoje Chico Socorro completa 50 anos de atividades na propaganda.

Conheci o Chico no início dos anos 90 quando veio pela 1ª vez ministrar um
pequeno seminário para o pessoal daqui da agência. De cara senti que o
homem, além de conhecer profundamente nossa profissão, era uma figura humana
das mais admiráveis.

Desde então nos tornamos amigos.

Amizade que se cristalizou em seguida quando Chico assumiu a diretoria
executiva da Propague e mais de perto pude conhecer suas qualidades de
profissional excepcional e do homem ético e especial que ele é.

Dia destes Antunes (que é nosso amigo comum) me disse para entrar no site
³Caros Ouvintes² para ler um texto que o Chico escrevera sobre mim.

Para minha alegria e satisfação, todo o respeito e admiração que eu tinha
pelo homem e profissional Chico Socorro ele tinha por mim, seu ³tipo
inesquecível².

Obrigado, Chico,  pelas palavras carinhosas. A recíproca é mais que
verdadeira.

Um abraço grande para aquele que me indicou sonhos e caminhos a percorrer.”

George Peixoto
Propague

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“O Chico Socorro é uma das melhores cabeças e um dos melhores caráteres que a nossa propaganda já conheceu”.
Hiran Castelo Branco

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“O Chico é um tipo raro hoje em dia: um publicitário que, sem segundas intenções, é um bom samaritano. Tem um profundo sentido ético que deriva, antes de tudo, de uma boa alma. ?? difícil encontrar um sujeito com tamanha vontade de servir o próximo. Muita gente o deve achar simplório, ou coisa pior.
Imagine, um amigo desinteressado, um colega prestativo, no meio desse “dog eat dog” que é o mercado publicitário. Mas quem pensa assim não sabe da missa a metade. O Chico é feliz justamente porque estende a mão ao próximo.
E enquanto a galera está vindo com o milho, ele está voltando com o fubá…
Quando montei meu estúdio, o Chico foi o único amigo que veio me visitar.
Eu estava sozinho, quase sem clientes. E o Chico veio e disse “você precisa agüentar a frustração desse momento, se quiser chegar em algum lugar”. ?? o tipo da coisa que a gente não esquece. ?? o tipo da atitude que revela o caráter de uma pessoa. ?? uma espécie de camaradagem que é a cara do Chico – de quem mais?
José Alfredo Abrão,
sócio e diretor de criação da BZZ
 

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“Ninguém completa impunemente cinqüenta anos de profissão. Ficam marcas e contribuições, que acabam influindo indelevelmente na história da atividade. Ao comemorar seu cinqüentenário na publicidade, Chico Socorro festeja também uma história pessoal de seriedade, competência e ética, que ajudou a construir o lado positivo desta nossa profissão.”
Julio Pimentel

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“Completar 50 anos de atividade em um segmento tão competitivo é um fato que merece ser comemorado e registrado nos anais da propaganda brasileira.
Chico Socorro é um desses poucos privilegiados e merece nosso respeito e admiração por isso.”

Luiz Carlos Pereira

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“O Ivo Hering foi o grande responsável pela vinda do Chico prá Santa Catarina. Foi ele quem trouxe o Chico pro marketing da Hering em Blumenau, no final da década de 70. Depois, na metade dos anos 90 o Chico veio prá Floripa me ajudar a tocar a Propague. Considero o Chico um dos mais completos homens de marketing que conheci. Mas foi no atendimento que ele se revelou um mestre. Sabe tudo da arte de se relacionar com o cliente, entender as suas necessidades, passar um briefing perfeito para a criação, já com uma orientação de quem conhece muito de planejamento.

Falar do Chico profissionalmente é fácil, mas, na convivência com ele, além do aspecto profissional aprendi a admirar a figura humana excepcional, extremamente generosa com os seus colegas e com valores éticos muito definidos, dos quais nunca se afastou um milímetro.
Enfim, a publicidade brasileira seria muito melhor se existissem mais Chicos Socorro
Um abraço,
Roberto Costa

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