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Cannes Lions confisca Leões da agência brasileira Moma
21 de Julho de 2011

Cannes Lions confisca Leões da agência brasileira Moma

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Com o confisco a agência está probida de participar do Festival de 2012. E o motivo é a não veiculação dos anúncios anteriormente premiados.

A organização investigou as peças “Teacher' e 'Princess' – elaboradas para o ar-condicionado Dual Zone Air Conditioning da KIA -, que faturaram Prata na categoria Press e Bronze em Outdoor, e vai retirar o prêmio da agência brasileira.

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O processo de investigação já havia sido aberto no início de julho, como informou Amanda Benfell, responsável pelo contato com a imprensa do Cannes Lions. Mas a decisão foi divulgada oficialmente nesta quarta-feira, 20, no site do evento.
 
Segundo as regras do evento, “todas as inscrições devem ser desenhadas para a publicação, e devem ter sido implementadas entre 1 de Março de 2010 e 30 de abril de 2011”. O que não ocorreu neste caso.
 
Philip Thomas, CEO do Festival, comentou a situação "O Cannes Lions deixa claro nas regras que, se solicitada, deve ser fornecida prova de que as campanhas ocorreram e foram legitimamente criadas para um cliente que paga. Apesar de muitas conversas, a Moma Propaganda não forneceu a prova que necessitamos e, portanto, os Leões foram retirados”.
 
"Além disso, como consta nos nossos termos e condições, temos o direito de tomar medidas contra indivíduos listados nos créditos que não conseguem provar a veracidade das entradas para nós. Nesta ocasião, a decisão foi tomada para proibir qualquer trabalho criado pela agência por um ano. Portanto, entradas não serão aceitas a partir desses indivíduos para o Cannes Lions Festival 2012 ", acrescentou Thomas.
 
Procurada, a Moma afirmou que, em breve, vai se pronunciar sobre a cassação.
 
O assunto veio à tona após polêmica causada no mercado e na imprensa dos Estados Unidos após a premiação. Acusados de pedofilia, os anúncios forma renegados pela KIA norte-americana, que se defendeu e alegou que não iria usá-los de forma alguma. 
 
A empresa passou a bola para a distribuidora brasileira. A Kia Brasil, cliente da Moma desde 2008, aprovou as peças e estava ciente do conteúdo. Porém, por sua vez, passou a bola para a agência quando foi questionada sobre o assunto.
 
A Moma se defendeu, assumiu toda a responsabilidade em nome da empresa do produto anunciado, e explicou que a intenção nunca havia sido “gerar questionamentos envolvendo um assunto tão importante e sério como pedofilia”.
 
Na época, foi questionada a perda dos Leões pela interpretação considerada ofensiva. A agência se esquivou e disse que a intenção, no momento, era dissipar a polêmica gerada pelas acusações e que a preocupação era outra.
 
Segundo o Adnews, por confissão da própria agência, que os anúncios nunca haviam sido veiculados. De acordo com a própria Moma, “a campanha estava programada para ser veiculada em revistas adultas masculinas, mas em função da polêmica gerada ela não será mais veiculada”.  Entretanto, ficou claro que a peça inscrita no Festival não obedeceu as regras exigidas.
Fonte: Adnews

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