Campanha publicitária do governo sobre a reforma da Previdência poderá ser suspensa
19 de Dezembro de 2017

Campanha publicitária do governo sobre a reforma da Previdência poderá ser suspensa

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Na tarde desta segunda-feira, 18/12, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra a abertura de crédito suplementar de 99 milhões de reais para bancar a propaganda do governo sobre a reforma da Previdência. A PGR busca suspender a campanha publicitária em caráter liminar, o que ainda será analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

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Tema da Campanha
Combate a privilégios, é o tema da nova campanha publicitária do governo, atribuídos principalmente aos servidores públicos. O governo defende a necessidade de igualar as regras de aposentadoria do funcionalismo às dos trabalhadores da iniciativa privada. As mudanças que atingem os servidores têm enfrentado grande resistência por parte das categorias – inclusive da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

 

O que a PGR vê de errado
Raque Dodge afirma em sua ação que é inconstitucional usar o valor de 99 milhões de reais para a propaganda governamental “com feição de campanha estratégia de convencimento público, em que não se dê abertura à expressão, no mesmo canal publicitário, da pluralidade de opiniões e aos dados diferentes dos que o governo apresenta na campanha pública de persuasão”.

“Extrai-se que a publicidade deve voltar-se para a informação – e não para a divulgação de dados unilaterais que visem a convencer a população das virtudes de um programa de governo. A publicidade institucional é uma forma de diálogo entre governante e governados; por isso mesmo, considerando o regime democrático e republicano vigente, a publicidade institucional deve ser orientada pela transparência e pelo dever de expor à população informações não só verdadeiras, mas também completas”, diz o documento.

“É inadmissível, assim, a utilização de verba pública para veiculação de propaganda que não explicita de maneira clara e transparente a totalidade dos dados pertinentes ao tema sobre o qual o governo entendeu por bem que a população se debruçasse”, afirma Dodge no pedido. O STF ainda terá que decidir se acata o pedido de liminar da PGR. Com informações do Estadão.

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