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Apenas 2% do conteúdo visual mais popular na web inclui PCDs, aponta pesquisa VisualGPS
29 de Agosto de 2023

Apenas 2% do conteúdo visual mais popular na web inclui PCDs, aponta pesquisa VisualGPS

Potencial econômico e social não aproveitado, é importante incluir pessoas com deficiência no marketing e na publicidade

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A comunidade de pessoas com deficiência (PCD) constitui cerca de 16% da população global. Ainda assim, é negligenciada com frequência na economia mundial. De acordo com a pesquisa VisualGPS, realizada pela Getty Images & iStock, apenas 2% do conteúdo mais popular de imagens e vídeos inclui PCDs.

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Um estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca o potencial de retornos financeiros que podem ser alcançados ao implementar medidas e promover cuidados com as PCDs, e assim, possibilitar sua participação plena na sociedade. Segundo estimativas, a cada R$1 de investimentos na área, há potencial de retorno em R$10. Apesar destas estatísticas, a representação das pessoas com deficiência no marketing permanece extremamente baixa.

“Os números não corroboram com as expectativas do consumidor, e sim perpetuam preconceitos e falsa representação da comunidade. É crucial que marcas e negócios aumentem e promovam a visibilidade de PCDs. Ao incluir conteúdo visual inclusivo, empresas podem moldar narrativas, romper com estereótipos e promover conexões genuínas com um público diverso”, explica Kate Rourke, Diretora de Creative Insights para APAC na Getty Images & iStock.

Incluir interseccionalidade de PCDs

Ao selecionar um conteúdo visual que represente PCDs com autenticidade, é necessário reconhecer que as deficiências são diversas e incluem diferentes situações, visíveis e invisíveis aos olhos. Entre 15% e 20% da população mundial é considerada neurodivergente, com recorte de gênero, idade e etnia. Para contrariar a sub-representação e a distorção, incluir vozes diversas na criação de conteúdos pode ajudar a aumentar as perspectivas e a contar uma história ampla e autêntica.

Recentemente, o Hiki – aplicativo de amizade e encontros para a comunidade autista – e a Getty Images lançaram o #AutisticOutLoud em mercados internacionais. Esta iniciativa apresenta uma galeria com curadoria de imagens e vídeos que retratam de forma autêntica a diversidade e a resiliência das pessoas dentro do espectro, feita por criadores de conteúdos que se identificam como autistas. Por meio de iniciativas como esta, é criado um espaço em que as identidades com nuances e as experiências vividas são validadas.

Garantir múltiplas camadas de representação

O conteúdo visual autêntico deve incluir intencionalmente um amplo leque de experiências, refletindo a interseccionalidade da pessoa com deficiência em termos de idade, etnia, sexualidade, gênero, status socioeconômico, religião e origens culturais.

A pesquisa VisualGPS ainda revela que quase metade dos entrevistados sofreram preconceitos em relação a diferentes fatores de identidade, enfatizando a importância de selecionar imagens por meio de uma lente interseccional. Ao reconhecer muitas identidades de PCDs, as marcas podem criar representações inclusivas e autênticas que se relacionam com as experiências vividas e afastar a noção de que a deficiência é definida por uma única interpretação.

Pessoas reais. Vidas autênticas.

É essencial quebrar os lugares-comuns e mostrar a diversidade nas experiências de vida da comunidade. Tradicionalmente, as pessoas com deficiência são retratadas isoladas, perpetuando preconceitos. No entanto, isto não capta a realidade e a diversidade de experiências. As marcas podem desafiar as narrativas de “diferenciação” e exclusão ao incorporar imagens que retratam pessoas que levam uma vida plena. Estas imagens e vídeos devem retratar indivíduos envolvidos em atividades sociais, trabalho, esportes, educação e hobbies.

Assim, as marcas podem contrariar os estereótipos e ressaltar que ser PCD é uma parte natural e integrante da identidade de uma pessoa, mas não a única lente através da qual ela vive a sua vida.

O poder da autenticidade na comunicação

“A autenticidade na representação visual pode ser alcançada por meio de um processo contínuo de escuta, aprendizagem e adaptação com base no feedback da comunidade. Ao optarem por imagens e vídeos que representam um conjunto amplo de experiências, as marcas podem criar mais confiança na comunidade, ao mesmo tempo que promovem ligações duradouras com um público vasto. Mostrar as experiências do mundo real de PCDs terá um impacto duradouro que promove o diálogo e minimiza os estereótipos”, afirma Kate.

Ao incorporar conteúdo visual autêntico que reflita todo o espectro das experiências humanas, abraçar a diversidade e a interseccionalidade, e assegurar múltiplas camadas de diversidade atrás e à frente da câmara, as marcas podem dar passos significativos no sentido de romper com estereótipos e promover uma ligação genuína com seus públicos.

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