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Agências de olho nas versões de Disney+ e Netflix com publicidade
31 de Maio de 2022

Agências de olho nas versões de Disney+ e Netflix com publicidade

Marcas buscam formas de interagir com usuários sem atrapalhar a experiência nas plataformas

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Na semana passada foram várias as notícias evidenciando os movimentos das plataformas Disney+ e Netflix buscando oferecer espaços para publicidade dentro do serviço de streaming. E o assunto já impactou o mercado publicitário brasileiro. O brasileiro, acostumado com a tv aberta de graça, vê a cada dia ampliadas as ofertas para consumo via streaming. No entanto, agora se deparam com a notícia de que seus programas favoritos sofrerão interrupções com os intervalos comerciais. No outro lado da tela, as grandes marcas já se organizam para cavar um espaço nas gigantes de vídeo on demand e entender como surfar essa onda sem perder relevância.

Os movimentos
O que era evitado há tempos pelas companhias, agora passa a ser uma realidade. No caso da Netflix, com a perda de assinantes, a empresa deve instituir nos próximos meses o modelo de anúncio. O mesmo deve ocorrer na concorrência. A Disney+ iniciará ainda este ano a comercialização de mídia dentro da plataforma.

Enquanto as companhias não começam a veicular publicidade, agências e marcas tentam descobrir como se posicionar dentro das telas sem agredir a experiência imersiva de uso do streaming. Representantes da Disney e da Netflix ainda não deixaram claro como será a comercialização desses espaços, informa o jornal O Estado de São Paulo.

O que dizem os Publicitários
Para a líder de mídia e dados da AlmapBBDO, Rafaela Alves, apesar de atrativo para os anunciantes, os investimentos precisam ser pensados com cautela. “No mundo digital as empresas estão a um clique de perder a audiência. A grande questão é como não ser invasivo neste momento do público.”

Novo formato
Para os especialistas, diferentemente da experiência no YouTube ou na TV tradicional, o modelo de interrupção do conteúdo não deve ser bem aceito pelos usuários de streaming.

Na avaliação do vice-presidente global de agências da Media.Monks, Caio Del Mantho, as gigantes do setor devem ofertar novas possibilidades que aproximem as companhias dos conteúdos, reduzindo o “incômodo” aos usuários. “Seria incrível se as marcas pudessem atrelar seu nome às produções famosas da Disney ou da Netflix”, afirma.

No Brasil, quem já oferece esse tipo de espaço publicitário é a Rede Globo. No Globoplay, os usuários têm a opção de assinar conteúdos da plataforma com ou sem anúncios. Diferentemente dos concorrentes americanos, a companhia optou pelo modelo de negócio que integra todos os canais do grupo, não possibilitando que um anunciante compre espaço de mídia apenas no virtual.

“Esse é nosso diferencial, possibilitar que a marca esteja presente na TV linear e também no streaming”, diz a diretora de negócios em Publicidade da Globo, Manzar Feres.

Oriundo do Estadão.

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