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O desafio enfrentado pelos atletas brasileiros
22 de Fevereiro de 2023

O desafio enfrentado pelos atletas brasileiros

A falta de patrocínios no esporte afeta o desenvolvimento de grande parte dos profissionais

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Com as olimpíadas se aproximando, um assunto começa a ganhar atenção e apelo dos atletas brasileiros: os patrocínios.

Políticas públicas e programas de incentivo vindos do governo são alguns caminhos para conseguir financiamento para o esporte, porém, ainda não são suficientes para o desenvolvimento de grande parte dos atletas. Hoje, muitos jovens têm buscado também a opção do crowdfunding – ou financiamento coletivo – como forma de sobrevivência no esporte, mas o meio mais eficaz para a realização desses sonhos ainda está nas mãos das empresas privadas.

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Surfista desde os 7 anos, a paranaense Luara Mandelli é um exemplo de atleta que conseguiu realizar seus sonhos, graças aos patrocínios que recebeu. Com a meta de competir nos circuitos viajando para dentro e fora do Brasil, hoje, a surfista é patrocinada pela ClearCorrect, marca de alinhadores ortodônticos transparentes.

Com apenas 14 anos, Luara coleciona os títulos de campeã brasileira, campeã profissional paranaense júnior e faz parte da delegação brasileira que vai representar o Brasil no Mundial Júnior ISA GAMES deste ano. “Eu me sinto realizada hoje em poder fazer o que mais amo que é o surfe. Dedicar todos os meus dias em busca dos meus objetivos e poder contar com o apoio de empresas que acreditam no meu futuro e em tudo aquilo que posso conquistar por meio do esporte é minha maior motivação”, declara.

Alexandre Giglio, diretor de Marketing e Educação da ClearCorrect, relata que a fórmula é juntar a dedicação com um incentivo para ter um resultado ainda melhor. “Saber que estamos ajudando jovens atletas a ir mais longe é muito gratificante, e é isso que buscamos com os patrocínios a esportistas de diversas modalidades“, finaliza.

Entre os esportes que menos recebem incentivo em patrocínio estão o surfe e o atletismo, em modalidade individual e nas seleções. São atletas dessas modalidades que a indústria com planta em Curitiba (PR) apoia, como Luara, além da jovem surfista catarinense Maya Carpinelli e Samory Uiki, atleta olímpico da seleção brasileira de salto em distância. A marca já patrocinou também o judoca Daniel Cargnin, gaúcho medalhista de bronze nas Olimpíadas de Tóquio, além de Bárbara Domingos, medalhista de ouro e prata nos jogos Pan-Americanos.

“O patrocínio tem um papel fundamental na carreira de qualquer atleta, visto que viver do esporte não é tão fácil para muitos esportistas. Acreditamos que o esporte tem o poder de transformar vidas, formando, além de atletas dedicados, cidadãos de caráter e isso está diretamente relacionado ao nosso propósito, que é criar novos sorrisos todos os dias e transformar vidas”, analisa Alexandre.

Incentivo vai além

Até chegar ao tão esperado campeonato, crianças e jovens que sonham em viver do esporte precisam começar a se dedicar muito cedo, enquanto ainda estão na escola. Nesse caso, conciliar os estudos com a meta de vida é mais um obstáculo a ser superado.

“Ir bem na escola ajuda no futebol também e como eu quero ser jogadora profissional, preciso passar em todas as matérias para poder treinar e conseguir chegar lá”, declara a estudante Maria Eduarda Amaral, de 11 anos, que mora na Cidade Industrial de Curitiba.

Maria Eduarda participa do projeto social Sorrisos da Vila, promovido pela Neodent, indústria de implantes dentários vizinha à vila, e faz parte do time desde que foi criado há oito meses.

A diretora sênior de Comunicação e Responsabilidade Corporativa da Neodent, Raphaela Borba, afirma que “Existem muitos esportistas que saíram das periferias brasileiras para ganhar o mundo e realizaram seus sonhos graças ao apoio de empresas e marcas. Da mesma forma, aqui, buscamos viabilizar ações que reforcem a importância da inclusão social e do desenvolvimento dos esportes. Buscando ampliar e fortalecer a atuação da Neodent, estamos realizando um mapa social que busca identificar outras necessidades da comunidade do entorno”.

A iniciativa oferece aulas de futebol para crianças e adolescentes de 7 a 15 anos, duas vezes na semana, no contraturno escolar, beneficiando atualmente 50 crianças da Vila Augusta B, localizada nas proximidades das fábricas da Neodent. O projeto é mais um exemplo de investimento que as empresas podem realizar para mudar vidas de jovens atletas e os ajudarem a alcançar seus objetivos.

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