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O aumento de preços e o fantasma da inflação alta: como se proteger?
12 de Fevereiro de 2021

O aumento de preços e o fantasma da inflação alta: como se proteger?

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por Renato dos Reis*

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Velha conhecida do cidadão brasileiro, a inflação volta a rondar a população. O anúncio feito pelo Governo Federal de que ela está “controlada” não convenceu quem vai ao mercado, por exemplo. O preço de itens comuns à mesa das famílias disparou. Arroz, feijão carioca e carnes em geral subiram 74,14%, 18,53% e 22,82% respectivamente no ano passado. Praticamente tudo ficou mais caro. Obviamente que isso já despertou a preocupação do retorno da inflação galopante que dos anos 1980. Mas o que podemos fazer para nos proteger dessa inflação que parece sempre nos perseguir? É sobre isso que quero falar neste texto.

Segundo o IBGE, inflação é o nome dado para o aumento dos preços de produtos e serviços. Ela é calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ambos sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O propósito desses índices é o mesmo: medir a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população. O resultado mostra se os valores aumentaram ou diminuíram de um mês para o outro.

O aumento atual dos preços é reflexo da pressão inflacionária do ano passado, seja pela queda da produção por causa do congelamento da economia por causa da pandemia do novo coronavírus, ou pelo simples descasamento na cadeia produtiva. Cada índice avalia uma cesta de produtos – uns sofreram mais e outros menos em 2020.

O IGPM, por exemplo, medido pela FGV, teve uma alta acumulada de 23,14% em 2020, atingindo o maior nível desde 2002, quando avançou 25,31%. Esse índice baliza grande parte dos contratos de aluguel, tem grande peso nos preços de materiais para construção e do varejo. Por causa da paralisação, o IGPM teve um aumento mais significativo – grande parte dos fornecedores de materiais de construção pararam as atividades, e os cidadãos, em casa, queriam fazer reformas e construir. Foi o choque de oferta x demanda que fez os preços dispararem.

E então, como podemos nos proteger da inflação? A resposta é simples: investir, guardar dinheiro e fazer o patrimônio render. Se antigamente investir era um artigo de luxo, para poucos, hoje se torna inevitável. É importante aumentar o patrimônio e ter algum dinheiro trabalhando para você. Assim, é muito provável que o aumento geral dos preços faça com que você não consiga comprar um apartamento no futuro, ou até mesmo fazer a viagem dos sonhos com a família.

Existem duas maneiras de ficar rico. Aqui, consideramos rico uma pessoa que consegue gastar menos do que ganha no mês. Tendo sobra de capital todo mês, a primeira alternativa é diminuir despesas ou aumentar receita. A segunda opção é estudar, se profissionalizar, crescer intelectualmente. Invista, guarde dinheiro e cresça, senão o dragão vai te pegar. Além do aumento de gasolina que vimos nos últimos dias, já está aí, também, o aumento no gás. Prepare-se!

 


*Renato dos Reis,
 sócio e assessor na Siglo Investimentos. Graduado em Ciências Econômicas pela Univille e tem MBA Private Bank pelo IBMEC.  Possui Ancord, PQO e CPA20 como certificações atuando como assessor de investimentos desde 2009, especialista focado em educação financeira, blindagem patrimonial e planejamento sucessório, atualmente se desenvolvendo na área de economia comportamental.

 

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