Os setores de marketing e de publicidade também estão se tornando áreas focais – desde analytics para celulares até bloqueadores de propagandas – no Mobile World Congress. Pensando nesta tendência, Matt Asay, vice-presidente Mobile da Adobe, preparou dicas de como aproveitar no MWC deste ano – que começa nesta segunda-feira (22) em Barcelona – para traçar estratégias mobile e cativar os clientes.
Confira:
O marketing com base na localização é mais significativo do que anúncios
A tecnologia Beacon foi lançada com grande alarde quando foi apresentada no ano de 2003. Desde então, ela ganhou uma reputação negativa; anúncios personalizados e descontos podem ser eficazes, mas são apenas um dentre os muitos casos de uso possíveis. O acesso a dados contextuais permite que as marcas sejam mais criativas. Por exemplo, um varejista de roupas poderia instalar um grande display em sua loja que muda dependendo de quem está passando por ele. O comprador ‘A’ verá um vestido social; o comprador ‘B’ verá um par de sapatos. Ou um aplicativo poderia permitir que os compradores tirem fotos de roupas e acessórios de pessoas ao seu redor e então sugira itens semelhantes na loja.
Estes casos de usuário já existem, tanto na prática quanto em versões demo. Eles permitem que as marcas misturem elementos físicos e digitais, identificando experiências específicas que oferecem valor para o seu público. Na pesquisa citada anteriormente, 67% dos consumidores disseram que, às vezes ou frequentemente, usam seus smartphones em conjunto com as compras físicas.
Internet das Coisas: estamos perto, mas ainda nem tanto
A Internet das Coisas (IoT, em inglês) estabelece a possibilidade de um futuro interessante, em que tudo está conectado, mas invisível. As experiências serão transformadoras, mas a maioria das ideias ainda estão sendo desenvolvidas. Grande parte da tecnologia necessária para permitir o funcionamento da Internet das Coisas já está disponível. Para os comerciantes de marca, não é uma questão de recursos, mas de eliminação e curadoria. Mesmo que haja a possibilidade de colocar seu aplicativo em dispositivos wearables, isso não significa que você deve fazê-lo; para algumas marcas, isso faz muito sentido. Para outras, é inútil.
Trazer sua marca para a IoT exige que você aceite que as primeiras tentativas provavelmente serão falhas. Semelhante ao celular, a interação é a nova inovação. Os comerciantes devem fornecer uma experiência mínima viável e fazer uma série de testes; vendo como os usuários respondem e aprimorando as características do herói.
Analytics para celulares: intuição humana fundamentada com dados
Analytics é um exemplo de tecnologia que está à frente do que os consumidores pensam que querem ou esperam. Evoluímos da visualização de dados para a total inteligência artificial e completa capacidade preditiva. Apesar de se especular muito sobre a possibilidade de as máquinas dominarem o mundo, o contato humano vai ser o fator mais importante. O risco dos analytics para celulares é a falta de subjetividade. Se a filha de um cliente ajudar o seu pai a comprar todas as suas roupas online, um algoritmo poderá classificá-la como uma mulher de 19 anos da geração Y. Os consumidores precisam de apenas uma experiência ruim – como a deste exemplo – para deletar o app desta hipotética marca de seus celulares.
Seres humanos e tecnologia foram destinados a trabalhar em conjunto. Bons dados devem informar melhor a sua intuição e, quando estiver errado, seja humilde o suficiente para analisar novamente os números e fazer alterações.
Bloqueios de anúncios são feedback interessantes para as marcas
A expansão do uso de bloqueadores de anúncios, desde desktops até celulares, foi acelerada com a introdução do Safari no iOS 9. Os consumidores abraçaram a mudança, pois proporcionou uma melhor experiência. Alguns anúncios tornaram-se tão desagradáveis (e caros), que a troca por conteúdo gratuito não é mais vantajosa. Para os editores, esta é uma forma de receber um feedback do usuário. Os consumidores estão se tornando mais donos de suas experiências de navegação e cada Ad Blocker (bloqueador de anúncios) instalado é um voto para mudança. Se as experiências de anúncios ruins estão fazendo os usuários fugirem, uma boa experiência de anúncios pode ajudar a desacelerar a tendência.
Há alguns princípios fundamentais: (1) Equilíbrio entre anúncio e conteúdo; (2) Garantir que os riscos de segurança sejam mitigados: um vírus induzido por um anúncio com certeza fará a empresa perder o cliente; (3) Otimizar os anúncios para que sejam rápidos e diminuir o impacto nos recursos de computação; e (4) Solicitar feedback e ver o que está funcionando.
