Com a pandemia, o mercado de marketing digital encontrou uma maré alta de oportunidades. E por que isso aconteceu? Com o lockdown, as empresas e profissionais tiveram que se reinventar e migrar do físico para o digital. Empresas que não tinham uma presença digital precisaram agir rápido e se adaptar à nova realidade. Com essa demanda repentina muitos profissionais de marketing digital viram aí a oportunidade de trabalhar remotamente com mais flexibilidade e autonomia.
Segundo um estudo realizado pela Resultados Digitais, aproximadamente 12% das agências de marketing no Brasil são comandadas por profissionais autônomos. A Workana, uma plataforma onde freelas se registram para buscar empresas interessadas no seu trabalho, aumentou sua base em 15% durante o período de isolamento. O número de trabalhadores ali oferecendo seus serviços como autônomo saltou de 2,8 milhões para 3,2 milhões. Marketing e vendas registrou uma procura de 37,3%, já design e multimídia alcançou 35,2%. No GetNinjas, workplace entre clientes e prestadores de serviços autônomos, o crescimento foi de 52% entre março e junho, com 300 mil novos profissionais inscritos.
Essa realidade popularizou um termo ainda não muito conhecido, mas executado por milhares de profissionais: a eugência. Eugência (eu + agência) é um termo criado pelo mercado para descrever uma agência comandada por apenas uma pessoa. Ou seja, o próprio dono é o profissional de marketing, que fica responsável por todas as funções vitais da agência, como produção, cobranças, compras, pagamentos, marketing, logística, recolhimento de impostos etc.
Essa se tornou uma solução para os profissionais da área de marketing digital que atuam de forma autônoma, com a demanda de um mercado em crescimento constante. Segundo Alessandra Sadan, vice-presidente Latam da plataforma de sites Duda, houve um movimento interessante de profissionais de marketing agindo com independência e autonomia e fundando suas próprias eugências. “Desde o início da pandemia tivemos um aumento de 61% na venda de planos de um a quatro sites, normalmente procurados por profissionais que desenvolvem sites para PMEs”, destaca.
A executiva comenta que a pandemia aumentou a necessidade de presença digital das PMEs. E construir de forma ágil, acessível e escalável sites de alta performance para esse público passou a ser fundamental. “Na Duda temos uma plataforma de desenvolvimento low-code, que possibilita tornar o desenvolvimento de um site mais fácil e rápido. Essa abordagem minimiza a codificação por meio do uso de modelos pré-definidos e funcionalidades avançadas para a automação de várias partes do processo de criação de sites”, explica.
A busca pela empresa por esses profissionais autônomos, de acordo com Alessandra, se dá pelo fato da plataforma permitir a criação de sites responsivos e adaptáveis a diferentes dispositivos móveis e aumentar a produtividade e escalabilidade, reutilizando modelos e soluções já desenvolvidas. “Isso traz agilidade porque reduz significativamente o tempo de construção de um site. O profissional tem acesso a uma série de ferramentas avançadas , como a possibilidade de importar conteúdos pré-existentes de um cliente na internet, ou um conjunto de dados estruturados, e inseri-los diretamente em um modelo de site”, ressalta.
Para a vice-presidente Latam da Duda, as expectativas continuam aquecidas. “No ano passado, a companhia cresceu 102% sua receita na América Latina e vemos que esse movimento para o digital veio para ficar pós-pandemia. A expectativa é que os negócios que expandiram para o on-line durante a pandemia continuem investindo em suas estratégias de marketing digital para atrair clientes e crescer seus negócios.”
