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Estudo revela internet como líder no investimento em marketing de empresas de bens não duráveis
13 de Dezembro de 2021

Estudo revela internet como líder no investimento em marketing de empresas de bens não duráveis

YouTube, Instagram e Facebook são as redes sociais mais consolidadas na percepção do consumidor

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Foto de Pickawood no Unsplash

Um novo estudo lançado recentemente pela consultoria e agência Zmes revela quais as mudanças de comportamento digital das marcas de produtos de bens não duráveis, como alimentos, bebidas, snacks e produtos de higiene pessoal e limpeza. Ao total, foram consultados 22 executivos de marketing de companhias como Ambev, Diageo, Nestlé e L’Oreal. A pesquisa também ouviu mais 1 752 pessoas, de todas as regiões metropolitanas do país, para avaliar as transformações nos hábitos de consumo durante e após o período mais crítico da pandemia de covid-19.

A pesquisa, feita em com o instituto Qualibest, revela que 55% do investimento em marketing das grandes marcas de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza já são destinados à internet e às plataformas digitais. Sendo assim, as mídias digitais superaram aquele que, até então, era o principal meio de promoção para esse tipo de produto — a TV aberta.

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“Até há pouco tempo, era inimaginável que as redes sociais superariam a TV aberta como principal canal de publicidade para produtos como bebidas, alimentos e itens para higiene pessoal”, diz Marcelo Tripoli, fundador e CEO da Zmes. “As plataformas digitais também estão se transformando num canal de venda muito importante para esse tipo de produto. O brasileiro já não compra digitalmente apenas TVs e celulares e isso é uma informação determinante para as empresas de bens de consumo de massa.”

Além de liderar os investimentos das grandes marcas de bens não duráveis, a internet leva ligeira vantagem no recall do consumidor entre meios. Entre os consumidores pesquisados,  78% dizem lembrar de ter visto propagandas e conteúdos das categorias de produtos citados na internet, contra 75% que se recordam de terem visto anúncios  e comerciais na televisão.

Redes sociais

YouTube, Instagram e Facebook são as redes sociais mais consolidadas na percepção do consumidor. Influenciadores digitais e o TikTok, que são usados, respectivamente, por 95% e 64% das marcas, possuem um recall no patamar de  30%. Segundo Tripoli, esses são canais que podem e devem ser melhor explorados pelas marcas e empresas.

Os entrevistados também apontaram que em cinco das seis categorias avaliadas – alimentos, snacks, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, cuidados pessoais e da casa -, as redes sociais já são a principal forma de conhecer um novo produto. Snacks, uma categoria muito ligada ao público jovem, lidera esse tópico — 24% dos consumidores dizem tomar conhecimento dos lançamentos pelas redes. A prevalência das redes na apresentação de novos produtos ao mercado, por sua vez, vem sendo impulsionada pelos tutoriais e pelo crescimento das chamadas instabrands, marcas que apoiam suas vendas no Instagram. A exceção é a categoria de alimentos, para a qual a TV aberta ainda é apresenta o maior recall para lançamentos: 22% contra 20% das redes sociais.

Mudança nos hábitos de compras

Com índices que variam entre 58% e 66% de acordo com a categoria de produto, os consumidores afirmaram ainda terem potencial de mudar de hábito de compra (marcas e ou produtos), por influência da comunicação digital. A maior parte deles diz preferir campanhas com foco nos produtos e não nos atributos de marcas e empresas, como sustentabilidade, responsabilidade social e credibilidade. “Aqui há uma evidente dissonância”, diz Tripoli. “Enquanto os consumidores querem mais informação sobre o que está sendo oferecido, as marcas ainda preferem falar mais sobre elas próprias nas plataformas digitais.”

O que isso ensina às empresas?

Em um mundo em que o consumidor, mais do que nunca, quer ser entretido e não interrompido, e no qual posts de 15 segundos do Tik Tok são tão ou mais vistos que anúncios na TV aberta, o estudo da Zmes dá uma pista às marcas de bens de alto consumo: as redes sociais podem ir além da promoção e das vendas dos produtos. Celebridades do mundo todo estão usando essas plataformas para criar marcas.

O primeiro ponto é que as pessoas querem, quase sempre, se relacionar com pessoas. E só dão atenção para conteúdos e temas de seu interesse. O segundo ponto a se observar são os custos de mídia crescentes e as plataformas sociais que “penalizam” o alcance orgânico das contas corporativas ou de baixo engajamento. Por fim, as marcas que migram do modelo de post patrocinado para modelos de parceria e/ou sociedade com artistas, esportistas ou celebridades, não raro, ganham rápida visibilidade e engajamento, além de reduzirem seu custo por venda.

 

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